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    <title>CEMPA</title>
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      <title>CEMPA-Cerrado leva oficina de “Meteorologia na prática” ao 23º CONPEEX</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Conpeex" title="Conpeex" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/programacao_atividades_23conpeex.jpeg?1793805192" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Atividade formativa, aberta mediante inscrição, ensina a consultar e interpretar previsões e dados do Centro e mostra como usá-los em diferentes áreas da sociedade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://23conpeex.plateia.ufg.br/"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/programacao_atividades_23conpeex.jpeg" alt="Conpeex" width="1204" height="417" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado) participa do 23º Congresso de Pesquisa, Ensino e Extensão da UFG (CONPEEX) com a atividade formativa “CEMPA-Cerrado: Meteorologia na prática”. O encontro será conduzido pelo professor Angel Domínguez Chovert, do Instituto de Física (IF/UFG), na terça-feira, 10 de novembro, das 16h às 17h30.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Letramento meteorológico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta é ampliar o acesso a informações meteorológicas e ambientais confiáveis. Prever o tempo e o clima produz dados que ajudam a decidir quando plantar, como se preparar para a seca ou para uma frente fria e quais cuidados tomar em períodos de baixa umidade. Mas esses dados só ajudam quem consegue encontrá-los e entendê-los. A atividade trabalha essa etapa, o chamado letramento meteorológico aplicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que será abordado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os participantes conhecerão as ferramentas e os produtos do CEMPA-Cerrado voltados ao monitoramento e à previsão de tempo e clima. Serão orientados na consulta, na interpretação e no uso dos dados meteorológicos. A programação também apresenta bases de dados complementares, úteis para pesquisa e análise. Por fim, mostra aplicações práticas dessas informações em diferentes áreas da sociedade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre o CONPEEX&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O 23º CONPEEX acontece de 9 a 13 de novembro de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal. Reúne atividades de pesquisa, ensino e extensão da UFG, sob o lema “Brilhando no ensino. Inovando na pesquisa. Impulsionando o futuro na extensão”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Serviço:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atividade: CEMPA-Cerrado: Meteorologia na prática&lt;br /&gt;Responsável: Prof. Dr. Angel Domínguez Chovert (IF/UFG)&lt;br /&gt;Data: 10/11 (terça-feira)&lt;br /&gt;Horário: 16h às 17h30&lt;br /&gt;Local: Sala 02&lt;br /&gt;Inscrições: &lt;a href="https://web.ufg.br/plateia-inscrito/#/inscricao/realizar-inscricao/1307"&gt;https://web.ufg.br/plateia-inscrito/#/inscricao/realizar-inscricao/1307&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Programação das ações formativas: &lt;a href="https://23conpeex.plateia.ufg.br/p/64597-acoes-formativas"&gt;https://23conpeex.plateia.ufg.br/p/64597-acoes-formativas&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Página do evento: &lt;a href="https://23conpeex.plateia.ufg.br/"&gt;https://23conpeex.plateia.ufg.br/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 04 Nov 2026 12:14:48 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/205907-cempa-cerrado-leva-oficina-de-meteorologia-na-pratica-ao-23-conpeex</link>
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      <title>Novembro em Goiás terá "gangorra" de chuva e calor acima da média; El Niño muito forte mantém verão mais quente e chuva irregular até janeiro</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="NDJ" title="NDJ" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-11-02_a%CC%80s_08.21.35.png?1793618472" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Boletim sazonal/subsazonal do CEMPA-Cerrado aponta instabilidade na primeira quinzena de novembro e estabilidade na segunda, com temperaturas elevadas nas duas. Para o trimestre novembro–janeiro, a tendência é de chuvas abaixo da média em parte do estado, sob influência de um El Niño em intensificação.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado/UFG) divulgou, em 30 de outubro, o novo boletim subsazonal e sazonal para o estado de Goiás. O documento indica que novembro será um mês de contrastes: a primeira metade deve ter mais chuva e instabilidade; a segunda, mais tempo firme e dias seguidos sem chuva. O calor, no entanto, deve permanecer acima da média nas duas quinzenas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um mês, dois tempos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-11-02_a%CC%80s_08.19.27.png" alt="Nov" width="820" height="432" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Novembro é, climatologicamente, o mês em que a estação chuvosa se consolida no Centro-Oeste. Neste ano, porém, as projeções não apontam um padrão único para todo o estado. A chuva tende a ser irregular, com alternância entre episódios de volumes concentrados e intervalos de estiagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 1º a 15 de novembro, a passagem de frentes frias e o reforço do transporte de umidade vinda da Amazônia devem aumentar a instabilidade, principalmente no sudoeste e no sul de Goiás e na Região Metropolitana de Goiânia (RMG). A combinação favorece pancadas de chuva com distribuição irregular e acumulados que podem superar a média do período. Em Goiânia, onde a média climatológica para essa quinzena é de cerca de 96 mm, o tempo segue instável nos primeiros dias do mês, com máximas entre 39 °C e 42 °C e mínimas entre 19 °C e 21 °C.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De 16 a 30 de novembro, a RMG deve ficar sob influência de um centro de alta pressão, que tende a inibir a formação de nuvens e a reduzir a chuva. O cenário favorece dias consecutivos sem precipitação e tardes abertas, com máximas frequentemente acima de 39 °C. A média climatológica de chuva em Goiânia para a quinzena é de cerca de 123 mm, e o boletim indica média probabilidade de chuva, com tempo alternando entre estável e instável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O calor persiste, chova ou não&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo na quinzena mais chuvosa, as temperaturas devem seguir acima do padrão para a época, com anomalias da ordem de +2 °C. Ou seja: a chuva pode aliviar pontualmente, mas não muda o quadro de calor acima da média ao longo de todo o mês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os fatores que influenciam o mês está a Oscilação Madden-Julian (OMJ), um pulso de nuvens e chuva que se desloca pelos trópicos em ciclos de algumas semanas. Atualmente na fase 2, ela pode modular a atividade de tempestades na América do Sul. O efeito sobre Goiás, contudo, depende da intensidade e do deslocamento da oscilação e de como ela se combina com a umidade amazônica, as frentes frias e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Niño forte puxa o trimestre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-11-02_a%CC%80s_08.21.35.png" alt="NDJ" width="850" height="431" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão sazonal, que cobre novembro, dezembro e janeiro (NDJ), é marcada pelo El Niño, que segue se intensificando no Pacífico equatorial. Segundo o boletim, o índice Niño 3.4 teve média de +2,46 °C no trimestre de julho a setembro e chegou a +2,84 °C em setembro. O valor semanal mais recente, da semana centrada em 14 de outubro, alcançou +3,3 °C, e as anomalias de temperatura do mar na região permaneceram acima de +3,0 °C pela quinta semana seguida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Goiás, o resultado esperado é:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Temperatura:&lt;/strong&gt; sinal mais forte e consistente. Há alta probabilidade de temperaturas acima da média em praticamente todo o estado ao longo do trimestre, com probabilidades acima de 90% em dezembro e entre 90% e 95% em várias áreas em janeiro.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Chuva em dezembro:&lt;/strong&gt; redução da precipitação em grande parte do território goiano, com distribuição irregular mesmo após o início da estação chuvosa.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Chuva em janeiro:&lt;/strong&gt; média probabilidade de volumes abaixo da média em grande parte do estado, embora seja um dos meses mais chuvosos do ano.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Trimestre NDJ:&lt;/strong&gt; maior tendência de chuva abaixo da média, com diferenças regionais na intensidade e na confiabilidade do sinal.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;O próprio boletim ressalta que a força do El Niño não determina, sozinha, o comportamento da chuva em Goiás. A resposta regional depende também da ZCAS, da OMJ e das frentes frias, o que explica por que o sinal para precipitação é menos consistente do que o de temperatura. Em linguagem simples: o calor acima da média é a aposta mais firme; a chuva é a variável mais incerta, com maior chance de vir irregular e, em parte do estado, abaixo do esperado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onde acompanhar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim completo, com mapas e análises por período, está disponível no portal do CEMPA-Cerrado (&lt;a href="http://www.cempa.ufg.br"&gt;www.cempa.ufg.br&lt;/a&gt;) e nas redes sociais do centro (&lt;a href="https://instagram.com/cempa_cerrado"&gt;@cempa_cerrado&lt;/a&gt;). Os boletins subsazonais e sazonais são atualizados periodicamente, e a recomendação é acompanhar as próximas edições, já que as projeções podem mudar conforme a evolução do El Niño e dos demais sistemas atmosféricos.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 02 Nov 2026 08:23:12 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/205823-novembro-em-goias-tera-gangorra-de-chuva-e-calor-acima-da-media-el-nino-muito-forte-mantem-verao-mais-quente-e-chuva-irregular-ate-janeiro</link>
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      <title>Supercélula atinge a Região Metropolitana de Goiânia e deixa até 70,8 mm de chuva em uma única noite</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Goes 5" title="Goes 5" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.58.20.png?1792782012" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Tempestade convectiva intensa, associada a um cavado atmosférico, provocou chuvas fortes e irregulares na noite de quinta-feira (22); imagens do satélite GOES-19 mostram como o sistema se formou e evoluiu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Na noite de quinta-feira (22 de outubro), a Região Metropolitana de Goiânia (RMG) foi atingida por uma tempestade convectiva intensa, identificada pela equipe do CEMPA como uma supercélula. Entre aproximadamente 19h e 23h30, o sistema provocou chuvas fortes e distribuídas de forma muito desigual pelo território: enquanto alguns bairros acumularam mais de 60 mm, outros receberam menos de 20 mm.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/WhatsApp_Image_2026-10-23_at_17.55.47.jpeg" alt="Precip" width="1138" height="1048" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Onde mais choveu&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os maiores acumulados de precipitação em 24 horas foram registrados na região oeste, no Jardim Planalto (70,8 mm), na porção sudoeste, no Jardim Madri (68,4 mm), e na região leste (64,6 mm). A chuva foi expressiva em grande parte da área urbana: 11 dos 23 pontos analisados tiveram acumulados entre 42 e 57 mm, em diversas regiões da cidade. No total, 18 pontos superaram 30 mm. A irregularidade espacial é uma das marcas desse tipo de tempestade. No outro extremo do gráfico, o Jardim Santo Antônio, na região sul, registrou apenas 0,2 mm, e o Parque Aeronáutico, no noroeste, ficou em 14,8 mm. A diferença entre o ponto mais chuvoso e o mais seco passou de 70 mm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que o satélite mostrou&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A evolução da tempestade foi acompanhada pelo satélite GOES-19, no canal 13 (infravermelho, 10,3 µm), entre as 19h e a meia-noite do horário de Brasília. Esse canal mede a temperatura do topo das nuvens. Quanto mais frio o topo (tons de amarelo, laranja e vermelho na escala das imagens), mais alto ele chegou na atmosfera e, em geral, mais intensa é a convecção, isto é, a subida vigorosa do ar quente e úmido que forma as nuvens de tempestade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sequência de imagens permite acompanhar o processo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1) Por volta das 19h: núcleos de topos muito frios aparecem ao sul da RMG:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.56.28.png" alt="Goes 1" width="999" height="786" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2) Até cerca das 21h: o sistema se expande e passa a cobrir grande parte da região metropolitana:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.57.10.png" alt="Goes 2" width="1056" height="838" /&gt;3) Entre aproximadamente 21h40 e 22h10: os topos mais frios, com temperaturas próximas de 200 K (cerca de −73 °C), se concentram sobre a RMG, o período de maior intensidade observado nas imagens:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.57.42.png" alt="Goes 3" width="1077" height="865" /&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.57.53.png" alt="Goes 4" width="1059" height="833" /&gt;4) A partir das 23h: o sistema perde força gradualmente, enquanto novas células se desenvolvem a oeste:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-23_a%CC%80s_15.58.20.png" alt="Goes 5" width="1089" height="887" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O papel do cavado atmosférico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O episódio ocorreu sob influência de um cavado atmosférico, uma região alongada de baixa pressão. Ele favorece a convergência dos ventos, ou seja, o encontro de correntes de ar em baixos níveis, e os movimentos ascendentes. Com o ar sendo forçado a subir continuamente, as condições de instabilidade se mantêm por mais tempo, o que ajuda a sustentar tempestades intensas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como uma supercélula se forma?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A supercélula é um tipo especial de tempestade, caracterizada por uma corrente ascendente em rotação, chamada mesociclone. É essa rotação que permite à tempestade se organizar, durar mais e ganhar intensidade. Para que ela se forme, três ingredientes precisam estar presentes ao mesmo tempo:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Instabilidade atmosférica: ar quente e úmido próximo à superfície, que favorece correntes ascendentes intensas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Cisalhamento do vento: mudanças na velocidade e/ou na direção dos ventos com a altitude, capazes de favorecer o desenvolvimento de correntes ascendentes em rotação;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Mecanismo de levantamento: aquecimento da superfície, frentes frias, convergência de fluxo de umidade ou outros processos capazes de iniciar a convecção.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monitoramento&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O acompanhamento de eventos como este, a partir de imagens de satélite e de dados de precipitação, ajuda a compreender como as tempestades se formam e se deslocam sobre o Cerrado goiano. Os produtos e boletins do CEMPA estão disponíveis em &lt;a href="http://www.cempa.ufg.br"&gt;www.cempa.ufg.br.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 23 Oct 2026 16:07:51 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/205635-supercelula-atinge-a-regiao-metropolitana-de-goiania-e-deixa-ate-70-8-mm-de-chuva-em-uma-unica-noite</link>
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      <title>CEMPA-Cerrado leva ao XXV EPGMET a experiência de transformar conhecimento meteorológico em soluções para o Cerrado</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="EPGMET" title="EPGMET" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_7041.jpg?1791479389" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em edição que celebra 25 anos, o principal encontro de pós-graduandos em Meteorologia do país teve palestras de meteorologistas do CEMPA-Cerrado e contribuições de pesquisadores do centro nas áreas de modelagem numérica e inteligência artificial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_7041.jpg" alt="EPGMET" width="1207" height="679" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado — Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado — esteve presente no XXV EPGMET, o Encontro dos Alunos de Pós-Graduação em Meteorologia, que aconteceu de 6 a 9 de outubro no CPTEC/INPE, em Cachoeira Paulista (SP). Na edição que celebra os 25 anos do evento, o Prof. Manuel Eduardo Ferreira, diretor-executivo do CEMPA participou da mesa de abertura do evento, e o centro apresentou à comunidade científica sua trajetória e sua forma de trabalhar: usar a ciência meteorológica para responder a problemas concretos do bioma Cerrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma palestra sobre o Cerrado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na quarta-feira (7), o Prof. Angel Domínguez Chovert, meteorologista do CEMPA, ministrou a palestra "CEMPA-Cerrado: transformando conhecimento meteorológico em soluções para o Cerrado". A fala apresentou a atuação do centro, que une pesquisa em tempo e clima, desenvolvimento de sistemas de modelagem e geração de produtos de monitoramento e previsão para um bioma que concentra desafios como queimadas, qualidade do ar e variabilidade das chuvas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presença na programação principal do evento, ao lado de pesquisadores de instituições de referência, mostra o espaço que o CEMPA-Cerrado vem ocupando no debate nacional sobre meteorologia aplicada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Modelagem numérica e inteligência artificial&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já na terça-feira (6), a programação teve pesquisadores ligados ao CEMPA em temas centrais para o futuro da previsão. O Dr. Saulo Freitas abriu o ciclo de palestras com "A emergência climática e o imperativo de avançar na modelagem numérica do clima". Na sequência, o pesquisador Otavio Feitosa apresentou o trabalho "3DEnVar global no MONAN-Model 1.4.4 com covariâncias flow-dependent de um emulador neural: 120 ciclos horários estáveis a 30 km global", que combina assimilação de dados e inteligência artificial em um dos sistemas de modelagem acompanhados pelo CEMPA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em linguagem simples: a previsão do tempo parte de um retrato inicial da atmosfera, e quanto melhor esse retrato, melhor a previsão. A assimilação de dados é a técnica que ajusta o retrato do modelo às observações reais, e o uso de emuladores de IA busca tornar esse ajuste mais preciso sem exigir um custo computacional proibitivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um encontro que celebra 25 anos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O EPGMET é organizado por e para os estudantes de pós-graduação em Meteorologia e reúne, a cada edição, palestras, minicursos, sessões de pôsteres e apresentações orais. A programação de 2026 inclui ainda temas como sistemas convectivos de mesoescala, descargas atmosféricas, a missão CBERS-5, interação oceano-atmosfera e paleoclimas, além de uma mesa-redonda, na sexta-feira (9), sobre os 25 anos de história do encontro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o CEMPA, participar do EPGMET é também uma forma de dialogar com a nova geração de meteorologistas e de fortalecer a cooperação com o INPE, uma das instituições que compõem a governança do centro, ao lado da UFG e da SECTI-GO.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 08 Oct 2026 14:11:11 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/205204-cempa-cerrado-leva-ao-xxv-epgmet-a-experiencia-de-transformar-conhecimento-meteorologico-em-solucoes-para-o-cerrado</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Setembro de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Figura Setembro" title="Figura Setembro" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-10-06_11-26-00.png?1791296773" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para setembro em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O mês de setembro de 2026 foi marcado pela alternância entre períodos de tempo firme e quente e episódios de chuva em Goiás, característica da transição gradual entre a estação seca e o período chuvoso no Brasil Central. Ao longo do mês, períodos de tempo seco favoreceram temperaturas elevadas, forte aquecimento e baixos índices de umidade relativa do ar, principalmente durante as tardes. Em outros momentos, o aumento da umidade e a atuação de sistemas meteorológicos favoreceram a formação de áreas de instabilidade e o retorno das chuvas em diferentes regiões do estado. Os principais episódios ocorreram nos dias 01 e 02, entre 07 e 09, no dia 15 e entre 22 e 24/09. Nos últimos dias do mês, o calor voltou a ganhar destaque, embora também tenham ocorrido pancadas de chuva isoladas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 01 e 02/09, a atuação de um sistema de baixa pressão, juntamente com o deslocamento de uma frente fria entre as regiões Sul e Sudeste do Brasil, favoreceu o transporte de umidade da Amazônia em direção ao Centro-Oeste. Com isso, houve aumento da nebulosidade e formação de áreas de instabilidade sobre parte de Goiás, resultando em pancadas de chuva. Nesse período, a estação meteorológica do INMET em Rio Verde registrou um acumulado de 33,8 mm de chuva, interrompendo temporariamente as condições de tempo seco que predominavam no estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 03 e 06/09, o tempo firme voltou a predominar em grande parte de Goiás, com presença de sol e elevação das temperaturas durante as tardes. Entre os dias 07 e 09/09, o aumento da umidade voltou a favorecer a formação de áreas de instabilidade e a ocorrência de chuva em diferentes regiões. No dia 08/09, a estação automática do INMET em Goiânia registrou 13,4 mm de chuva. As precipitações ocorreram de forma irregular, atingindo algumas áreas com maior intensidade do que outras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 10 e 14/09, o tempo voltou a ficar mais firme em Goiás, com predomínio de sol, temperaturas elevadas e redução da umidade relativa do ar durante as tardes. A partir do dia 15, mudanças nas condições atmosféricas favoreceram novamente a formação de tempestades, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na tarde do dia 15/09, a presença de um cavado em médios níveis, combinado com a presença de umidade e o forte aquecimento durante o dia, favoreceu a formação de tempestades intensas nas regiões Sul e Sudoeste de Goiás. Foram registradas chuva forte, queda de granizo, grande quantidade de descargas atmosféricas e fortes rajadas de vento. O município de Santa Helena de Goiás foi um dos mais afetados, com danos registrados em diferentes pontos da cidade. Rio Verde, Goiatuba e Aparecida do Rio Doce também foram atingidos por tempestades isoladas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante esse episódio, foram contabilizadas 1.270 descargas atmosféricas em Rio Verde, 506 em Santa Helena de Goiás, 451 em Goiatuba e 17 em Aparecida do Rio Doce, totalizando 2.244 descargas nos quatro municípios. A combinação entre calor, umidade e condições favoráveis na atmosfera contribuiu para a rápida formação e intensificação das tempestades, acompanhadas de chuva forte, granizo, raios e rajadas intensas de vento. Os eventos ocorreram de forma localizada, fazendo com que os impactos variassem bastante entre municípios próximos. Após a passagem das tempestades, a entrada de ar mais seco contribuiu para o retorno do tempo mais firme.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 16 e 21/09, o tempo firme voltou a predominar em grande parte de Goiás, com presença de sol e temperaturas elevadas durante as tardes. A diminuição da umidade reduziu a formação de áreas de instabilidade e manteve as chuvas mais restritas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 22 e 24/09, novas áreas de instabilidade se formaram sobre Goiás. A presença de umidade, combinada com o aquecimento durante o dia, favoreceu a ocorrência de pancadas de chuva de distribuição irregular. No dia 22/09, a estação automática do INMET em Goiânia registrou 11,0 mm de chuva. A maior presença de nuvens e a ocorrência de precipitação provocaram mudanças temporárias nas condições de temperatura e umidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 25 e 30/09, o calor intenso ganhou destaque em diferentes regiões de Goiás. A presença de uma massa de ar quente e o forte aquecimento durante o dia favoreceram temperaturas elevadas. No dia 28/09, a estação meteorológica do INMET em Goiânia registrou temperatura máxima de 38,8 °C, enquanto em Rio Verde a máxima atingiu 37,6 °C. Apesar do calor, também ocorreram pancadas de chuva isoladas, devido à presença de umidade e ao forte aquecimento, que favoreceram a formação de nuvens de tempestade em alguns pontos do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De modo geral, setembro apresentou características típicas do período de transição entre as estações seca e chuvosa em Goiás. Períodos de calor e baixa umidade foram intercalados por episódios de chuva e tempestades. Apesar do retorno das precipitações em diferentes momentos do mês, as chuvas ainda ocorreram de forma irregular, indicando que a estação chuvosa ainda não havia se estabelecido de maneira uniforme em todo o estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resumo: Setembro de 2026 foi marcado pela alternância entre períodos de tempo firme e quente e episódios de chuva e tempestades em Goiás, característica da transição gradual entre a estação seca e o período chuvoso. Em vários momentos do mês, o tempo seco favoreceu temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar, enquanto o aumento temporário da umidade proporcionou o retorno das chuvas em diferentes regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos dias 01 e 02/09, a atuação de um sistema de baixa pressão e o deslocamento de uma frente fria pelo Centro-Sul do Brasil favoreceram a entrada de umidade sobre Goiás. Nesse período, a estação meteorológica do INMET em Rio Verde registrou 33,8 mm de chuva. Novas precipitações ocorreram entre os dias 07 e 09/09, com destaque para o dia 08/09, quando a estação automática do INMET em Goiânia registrou 13,4 mm.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos principais eventos do mês ocorreu na tarde de 15/09, quando tempestades intensas atingiram municípios das regiões Sul e Sudoeste de Goiás. Foram registradas chuva forte, queda de granizo, grande quantidade de descargas atmosféricas e fortes rajadas de vento, com danos principalmente em Santa Helena de Goiás. Rio Verde, Goiatuba e Aparecida do Rio Doce também foram atingidos. Nos quatro municípios, foram contabilizadas 2.244 descargas atmosféricas, sendo 1.270 somente em Rio Verde. Entre os dias 22 e 24/09, as chuvas retornaram a diferentes áreas do estado, com registro de 11,0 mm em Goiânia no dia 22/09.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 25 e 30/09, o calor voltou a se destacar. No dia 28/09, a temperatura máxima chegou a 38,8 °C em Goiânia e 37,6 °C em Rio Verde, segundo estações meteorológicas do INMET. Mesmo com as temperaturas elevadas, ocorreram pancadas de chuva isoladas em alguns pontos do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De forma geral, setembro marcou o avanço gradual da transição para o período chuvoso em Goiás. As chuvas passaram a ocorrer com maior frequência em comparação aos meses anteriores, mas ainda de maneira irregular e intercaladas por períodos de tempo seco e calor intenso.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 16:42:32 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/205133-boletim-climatico-mensal-setembro-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
      <guid>https://cempa.ufg.br/n/205133-boletim-climatico-mensal-setembro-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</guid>
    </item>
    <item>
      <title>El Niño muito forte deve trazer calor acima da média e chuvas irregulares a Goiás até o início de 2027, alertam centros de excelência do estado</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Nota" title="Nota" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/NOTA_El_Nin%CC%83o_em_Goia%CC%81s_2026-2027.jpg?1790888978" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Nota Informativa conjunta reúne cinco Centro de Excelência do estado de Goiás para antecipar riscos à água, à agricultura, às queimadas e à saúde da população e apontar caminhos de preparação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="https://zenodo.org/records/23081992"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/NOTA_El_Nin%CC%83o_em_Goia%CC%81s_2026-2027.jpg" alt="Nota" width="595" height="842" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um El Niño de intensidade muito forte, já em curso no Pacífico, deve se prolongar até o início de 2027 e alterar o comportamento do clima em Goiás: mais calor e chuvas mais irregulares, com risco de atraso na consolidação da estação chuvosa. É o que mostra a Nota Informativa conjunta &lt;strong&gt;El Niño em Goiás 2026/2027: cenários, possíveis impactos e recomendações&lt;/strong&gt;, elaborada por cinco Centros de Excelência fomentados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O documento reúne o CEMPA-Cerrado (meteorologia e monitoramento ambiental), o Cehidra Cerrado (segurança hídrica), o CETI-Saúde (tecnologia e inovação em saúde), o CEGGen (genética e genômica) e o CEAGRE (agricultura exponencial), sediados na UFG, na UEG, na PUC Goiás e no IF Goiano. A proposta é colocar a capacidade científica dessas instituições à disposição de gestores públicos, setores produtivos e da população, para antecipar riscos e subsidiar decisões nos próximos meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como o El Niño chega a Goiás&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical central e leste. Esse aquecimento desloca as áreas onde o ar sobe e forma nuvens de chuva, o que muda a circulação da atmosfera em escala global. Em Goiás, o efeito costuma ser indireto: a umidade que vem da Amazônia para o Brasil Central enfraquece, o que favorece o atraso da estação chuvosa, mais veranicos (períodos secos em plena época de chuva), temperaturas mais altas e maior suscetibilidade a queimadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os centros de previsão indicam muito alta probabilidade de El Niño de setembro de 2026 a abril de 2027, com anomalias de temperatura do mar na região Niño 3.4 acima de 2,5 °C no trimestre outubrodezembro, patamar que caracteriza um evento muito forte. Para Goiás, as projeções apontam probabilidade de 70% a 90% de temperaturas acima da média na maior parte do estado e maior chance de chuvas abaixo da média entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027. Em outubro, a chuva deve ficar próxima do normal na maior parte do território, com sinal de chuva acima da média no sul e no sudoeste, ainda assim com distribuição irregular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Nota lembra que o El Niño não age sozinho: frentes frias, cavados e outros sistemas atmosféricos também influenciam o resultado. Por isso, o documento trata as projeções como cenários de risco que exigem acompanhamento contínuo, e não como previsão de que todos os impactos ocorrerão com a mesma intensidade em todo o estado. O histórico confirma essa cautela: nos dois El Niños muito fortes anteriores, 1982/1983 e 2015/2016, Goiás teve respostas bem diferentes. Em 2015, a primavera foi marcada por déficit de chuva amplo e temperaturas de 2 °C a 3 °C acima da média; em 1982/1983, o verão foi extremamente chuvoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que pode mudar, setor por setor&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Água&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Temperaturas altas e chuva irregular podem reduzir a recarga de aquíferos e das nascentes, as vazões dos rios e a recuperação dos reservatórios, aumentando a pressão sobre o abastecimento público, a irrigação e a geração de energia. O ponto de partida já inspira atenção: em maio de 2026, havia seca moderada e severa no sul do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Agricultura&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O atraso das chuvas tende a deslocar a semeadura da soja em relação ao calendário do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o que pode comprometer também o plantio do milho e do sorgo da segunda safra. Calor e chuva irregular podem causar falhas no estande de plantas, aborto de flores e vagens e favorecer pragas e doenças. A recomendação é seguir rigorosamente as janelas do Zarc, adotar cultivares e densidades compatíveis com expectativas realistas de produtividade, proteger o solo com cobertura vegetal e antecipar o monitoramento fitossanitário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Queimadas&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vegetação mais seca e tempo quente e de baixa umidade facilitam a propagação do fogo, que continua tendo origem frequente em atividades humanas. Em 2015, a primavera brasileira registrou cerca de 15 mil focos a mais que a média histórica. Em agosto de 2026, Goiás já somava 424 focos ativos, acima dos 392 de agosto de 2025. O acompanhamento é feito pelo CEMPA-Cerrado, por meio da plataforma Focos de Fogo Ativo e de imagens do satélite GOES-19, atualizadas a cada 15 minutos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Saúde&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Nota recomenda atenção ao calor extremo (desidratação e agravamento de doenças do coração, dos pulmões e dos rins), à fumaça das queimadas, às arboviroses, especialmente a dengue, e aos acidentes com escorpiões. O documento propõe uma vigilância integrada, que una dados climáticos, ambientais, epidemiológicos e genômicos, e vê no momento a oportunidade de consolidar em Goiás uma estrutura permanente de monitoramento e resposta a eventos climáticos extremos, incluindo o acompanhamento da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recomendações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A síntese da Nota aponta cinco frentes: intensificar o monitoramento climático e hidrometeorológico; acompanhar de forma integrada a oferta e a demanda de água, com uso racional e proteção de nascentes e matas ciliares; fortalecer o planejamento agrícola; reforçar a prevenção e o combate a queimadas; e ampliar a vigilância em saúde e a preparação da rede assistencial. Tudo isso, segundo o documento, depende da integração contínua entre instituições científicas, órgãos públicos e setores produtivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o diretor-executivo do CEMPA-Cerrado, a Nota, "além de apontar para a importância de um acompanhamento constante dos impactos do El Niño, de forma a reduzir riscos para as atividades econômicas e para a população, mostra a alta capacidade da ciência produzida em Goiás, com apoio da FAPEG, para apoiar políticas públicas e o planejamento econômico".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Acesse a Nota&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Nota Informativa é de acesso aberto e pode ser acessado &lt;a href="https://zenodo.org/records/23081992"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 18:11:04 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204955-el-nino-muito-forte-deve-trazer-calor-acima-da-media-e-chuvas-irregulares-a-goias-ate-o-inicio-de-2027-alertam-centros-de-excelencia-do-estado</link>
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    </item>
    <item>
      <title>El Niño muito forte deve manter Goiás mais quente que o normal até dezembro; chuvas voltam, mas de forma irregular</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Motor" title="Motor" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-01_a%CC%80s_17.42.01.png?1790887483" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim do CEMPA-Cerrado indica retorno gradual da instabilidade, com maior chance de chuva no sudoeste goiano em outubro, calor persistente em todo o estado e tendência de chuva abaixo da média no trimestre outubro-novembro-dezembro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado) divulgou, em 30 de setembro, o novo Boletim de Previsão Subsazonal e Sazonal para o estado de Goiás. O documento cobre outubro de 2026 em detalhe e projeta o trimestre outubro-novembro-dezembro (OND). O recado central é que o fim da estação seca chega com as chuvas de volta, mas distribuídas de forma desigual, e com temperaturas acima da média sob influência de um El Niño de intensidade muito forte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O motor por trás do clima: um El Niño de magnitude histórica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-01_a%CC%80s_17.42.01.png" alt="Motor" width="908" height="468" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O El Niño acontece quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes que o normal. Esse excesso de calor funciona como um motor térmico: altera ventos e a circulação da atmosfera em escala global, e isso muda onde e como chove (ou deixa de chover) em outras regiões do planeta, inclusive no Cerrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o boletim, o fenômeno se fortaleceu nas últimas semanas. Em meados de setembro, o índice Niño 3.4, principal termômetro do evento, chegou a cerca de +3,0 °C acima da média, acompanhado de aumento do calor armazenado abaixo da superfície do oceano. As projeções indicam mais de 90% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte durante a primavera e o verão 2026/2027 e, para o trimestre OND, 75% de chance de alcançar magnitude histórica (Índice Oceânico do Niño Relativo — RONI — trimestral igual ou superior a +2,5 °C).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Goiás, a influência tende a aparecer de forma mais clara nas temperaturas. Nas chuvas, o efeito é mais variável, no espaço e no tempo, e depende também de outros sistemas atmosféricos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outubro: instabilidade de volta, calor que não dá trégua&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-01_a%CC%80s_17.49.07.png" alt="outubro" width="904" height="445" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;1 a 15 de outubro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os modelos indicam aumento da instabilidade sobre o sudoeste do estado e a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), possivelmente reforçado pela Oscilação Madden-Julian (OMJ), um pulso de nuvens e chuva que viaja pelos trópicos. No sudoeste goiano, a probabilidade de chuva acima da média fica entre 50% e 60%, com destaque para Rio Verde, Jataí e Santa Helena de Goiás. Entre os dias 7 e 13, porém, a tendência é de pausa temporária. Na RMG, as chuvas serão ocasionais e irregulares: pode chover forte em um bairro e fazer sol no vizinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Goiânia, os primeiros dias do mês devem ter tempo instável, com máximas entre 39 °C e 42 °C e mínimas entre 18 °C e 20 °C. Em algumas localidades, os termômetros podem se aproximar de 42 °C nas horas de menos nuvens. A média histórica de chuvas em Goiânia para a quinzena é de 57,3 mm.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;16 a 31 de outubro&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 16 e 22, a instabilidade diminui em grande parte do estado, com menos chuva e ar mais seco. A partir do dia 23, as condições voltam a favorecer pancadas, de novo com maiores volumes no sudoeste, com a OMJ na fase 1 ajudando a formar áreas de instabilidade. Na RMG, a chuva segue irregular e mal distribuída. As máximas continuam frequentemente acima de 39 °C, sobretudo à tarde. A média histórica de precipitação para o período em Goiânia é de 86,7 mm.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novembro e dezembro: sinal de calor mais firme que o de chuva&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para novembro, a previsão de conjunto multimodelo não mostra um sinal consistente para a chuva, mesmo com a transição para a estação chuvosa. Já para a temperatura, há alta probabilidade de valores acima da média em praticamente todo o território goiano, chegando a 80%–90% em algumas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em dezembro, quando a estação chuvosa já está climatologicamente estabelecida, a maior probabilidade é de chuva abaixo da média em grande parte do estado, com sinal mais evidente no centro e no norte, estendendo-se ao oeste e ao sudoeste. Isso não significa ausência de chuva: indica que podem ocorrer períodos mais secos entre episódios de instabilidade. A probabilidade de temperaturas acima da média chega a 80%–95% em algumas áreas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que esperar de outubro a dezembro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-10-01_a%CC%80s_17.51.21.png" alt="OND" width="973" height="490" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No conjunto do trimestre, as projeções apontam predomínio de condições favoráveis a chuva abaixo da média em boa parte de Goiás, com variações dentro do estado, e alta probabilidade de temperaturas acima da média em praticamente todo o território. Na prática, o cenário combina:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Água: chuvas irregulares, com episódios intercalados por períodos mais secos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Temperatura: calor persistente e maior chance de ondas de calor;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Solo: secagem rápida da superfície, pela alta evaporação em tardes muito quentes.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;O boletim ressalta que os impactos do El Niño sobre a chuva em Goiás não são uniformes nem garantidos, e que as previsões são probabilísticas: indicam tendências, não certezas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre o boletim&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Boletim de Previsão Subsazonal e Sazonal é produzido pelo CEMPA-Cerrado, parceria entre a Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (SECTI-GO). As projeções de novembro, dezembro e do trimestre usam saídas de modelos globais de previsão reunidas pelo Centro Líder da OMM para previsões de longo prazo (wmolc.org). O documento completo, com mapas e infográficos, está disponível no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_mensal_subsazonal_sazonal_cempa_30092026_final_do_mes.pdf"&gt;Portal CEMPA&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 17:53:14 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204954-el-nino-muito-forte-deve-manter-goias-mais-quente-que-o-normal-ate-dezembro-chuvas-voltam-mas-de-forma-irregular</link>
      <guid>https://cempa.ufg.br/n/204954-el-nino-muito-forte-deve-manter-goias-mais-quente-que-o-normal-ate-dezembro-chuvas-voltam-mas-de-forma-irregular</guid>
    </item>
    <item>
      <title>CEMPA- Cerrado contribui para nota técnica nacional sobre impactos do El Niño 2026–2027 na saúde</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="abeen" title="abeen" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-22_a%CC%80s_15.45.03.png?1790102714" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Documento da Associação Brasileira de Enfermagem tem participação de pesquisador do Centro na elaboração de cenários climáticos regionais&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p dir="ltr"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-22_a%CC%80s_15.45.03.png" alt="abeen" width="972" height="607" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;(Imagem gerada por IA)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A &lt;a href="https://abennacional.org.br/"&gt;Associação Brasileira de Enfermagem&lt;/a&gt; (ABEn) divulgou, em 17 de setembro, a Nota Técnica nº 2/2026, dedicada aos impactos do El Niño 2026–2027 sobre a saúde da população brasileira. O documento, elaborado por um grupo de trabalho da Diretoria Nacional de Educação da entidade, reúne orientações de prevenção, preparação e cuidado voltadas a profissionais de enfermagem, gestores de saúde e à população em geral. Entre os autores está o engenheiro agrônomo Daniel Amorim Alves Borges, integrante do CEMPA-Cerrado/UFG, que contribuiu com a caracterização climática do fenômeno.&lt;/p&gt;
&lt;h4 dir="ltr"&gt;Um El Niño de forte intensidade em curso&lt;/h4&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A nota técnica sintetiza o quadro mais recente sobre o fenômeno: segundo o monitoramento internacional (NOAA/CPC e Organização Meteorológica Mundial) e nacional (INPE, INMET, Funceme e Cemaden), o El Niño 2026–2027 segue em processo de fortalecimento, com probabilidade superior a 90% de atingir forte intensidade entre a primavera e o verão. As instituições especializadas projetam anomalias na temperatura da superfície do mar do Pacífico Equatorial acima de +2°C, com possibilidade de persistência do fenômeno até o início de 2027. O documento reforça, no entanto, que esses cenários são probabilísticos — indicam condições de risco, não eventos garantidos — e que seus efeitos variam conforme a região, a infraestrutura local e as vulnerabilidades sociais de cada território.&lt;/p&gt;
&lt;h4 dir="ltr"&gt;Saúde como fio condutor&lt;/h4&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;Diferentemente de boletins meteorológicos convencionais, a nota da ABEn parte da pergunta "o que isso significa para quem cuida e para quem é cuidado". O documento mapeia, região por região do Brasil, os riscos à saúde associados às mudanças esperadas de temperatura e chuva — de calor extremo e desidratação no Centro-Oeste e Nordeste a enchentes e leptospirose no Sul, passando por queimadas, insegurança hídrica no Norte e alterações no ciclo do &lt;em&gt;Aedes aegypti&lt;/em&gt;. O texto também dedica atenção a efeitos menos discutidos, como a saúde mental diante de perdas ambientais — ecoansiedade, solastalgia e luto ecológico —, a segurança alimentar e nutricional e o papel das desigualdades raciais e sociais na distribuição desses riscos entre populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e periféricas.&lt;/p&gt;
&lt;h4 dir="ltr"&gt;A contribuição do CEMPA&lt;/h4&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A participação de Daniel Amorim Alves Borges na equipe de elaboração ilustra um tipo de contribuição que caracteriza o trabalho do CEMPA-Cerrado: fornecer a infraestrutura científica — dados climatológicos, monitoramento e interpretação meteorológica — que permite a outras áreas do conhecimento, como a enfermagem e a saúde coletiva, transformar cenários climáticos em orientação de cuidado concreta. É esse tipo de interface entre ciência do clima e políticas públicas que o Centro busca consolidar nas suas parcerias interinstitucionais.&lt;/p&gt;
&lt;h4 dir="ltr"&gt;Papel da enfermagem e próximos passos&lt;/h4&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;A nota técnica situa a enfermagem como força estratégica na resposta ao El Niño, amparada pela Resolução Cofen nº 736/2024 e pelas novas Diretrizes Curriculares Nacionais de 2026, que reforçam a integração entre ensino, serviço e comunidade. A ABEn defende que a resposta ao fenômeno esteja integrada às ações do SUS, orientada por equidade, integralidade e atenção às populações mais vulneráveis, reafirmando que o acompanhamento territorial contínuo, e não a previsão isolada de eventos, é o que sustenta uma resposta eficaz aos riscos climáticos.&lt;/p&gt;
&lt;p dir="ltr"&gt;&lt;a href="https://abennacional.org.br/wp-content/uploads/2026/09/Nota-Tecnica-GT-Clima_set-2026.pdf"&gt;Confira a nota técnica na íntegra no site da ABEn&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:46:59 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204672-cempa-cerrado-contribui-para-nota-tecnica-nacional-sobre-impactos-do-el-nino-2026-2027-na-saude</link>
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      <title>CEMPA divulga previsão subsazonal: calor e chuvas isoladas devem predominar em Goiás até fim de setembro</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Subsazonal set out" title="Subsazonal set out" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.39.59.png?1789216857" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim aponta mudança de padrão a partir do dia 24, com concentração das chuvas no norte do estado e tendência de volumes acima da média na RMG (Região Metropolitana de Goiânia) no início de outubro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.39.59.png" alt="Subsazonal set out" width="693" height="311" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado&lt;/strong&gt;) divulgou nesta sexta-feira (11/09) o boletim de previsão subsazonal para o período de 11 de setembro a 8 de outubro de 2026. O documento indica que o calor e as pancadas de chuva isoladas devem continuar marcando o tempo em Goiás nas próximas semanas, sobretudo nas regiões sudoeste, sul e na Região Metropolitana de Goiânia (RMG), mesmo com condições do El Niño já estabelecidas no Oceano Pacífico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o boletim, esse padrão deve começar a mudar a partir de 24 de setembro, quando é esperada uma redução na frequência e na abrangência das chuvas nessas áreas, enquanto os maiores volumes passam a se concentrar na porção norte do estado. Já para a primeira semana de outubro, as projeções apontam para uma precipitação ligeiramente acima da média climatológica na RMG, cenário que, por se tratar de um horizonte de previsão mais distante, ainda apresenta maior grau de incerteza e pode ser ajustado conforme a atualização dos modelos meteorológicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Niño e Oscilação Madden-Julian influenciam o cenário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim destaca que as anomalias positivas da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Pacífico tropical permanecem elevadas, caracterizando a atuação do El Niño, que pode ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses. Além do El Niño, a variabilidade atmosférica em escala intrassazonal também tem influenciado a distribuição das chuvas no Brasil, com destaque para a Oscilação Madden-Julian (OMJ). A Oscilação Madden-Julian (OMJ) é como uma "onda" de nuvens e chuvas que se forma perto do Equador e viaja lentamente ao redor do planeta, dando a volta completa em cerca de 30 a 60 dias. Ela avança em oito fases, hoje está na fase 7, caminhando para as fases 8 e 1, e, dependendo de onde essa onda está posicionada, ela pode empurrar mais umidade e instabilidade para certas regiões do globo, incluindo partes do Brasil e de Goiás, ou, ao contrário, inibir as chuvas em outras. Por isso, mesmo com um fenômeno de longo prazo como o El Niño em curso, a OMJ funciona como um ajuste de curto prazo que ajuda a explicar por que períodos de chuva mais intensa ou de tempo mais seco podem se alternar ao longo de poucas semanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 11 a 20 de setembro: bloqueio atmosférico e posteriormente instabilidade atmosférica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.40.28.png" alt="Subsazonal 11 a 20 set" width="618" height="332" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um sistema de alta pressão deve atuar sobre Goiás até o dia 14 de setembro, mantendo um bloqueio atmosférico responsável pelo predomínio de tempo seco e estável na maior parte do estado, incluindo a RMG. A partir do dia 15, no entanto, a aproximação de uma frente fria deve provocar aumento da instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas, rajadas de vento e descargas atmosféricas, principalmente nas regiões sudoeste, sul e central, incluindo a RMG. Entre os dias 17 e 20, a combinação de temperaturas elevadas com maior umidade deve manter as áreas de instabilidade e favorecer novos episódios de chuva em diferentes pontos do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 21 a 30 de setembro: chuvas isoladas no sul e trégua a partir do dia 24&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.40.53.png" alt="Subsazonal 21 a 30 set" width="678" height="356" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 21 e 23 de setembro, não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva isoladas nas regiões sul, sudoeste e central de Goiás, com destaque para Rio Verde, Jataí, Santa Helena de Goiás e áreas da RMG, associadas à passagem de uma nova frente fria. A partir do dia 24, contudo, a tendência é de maior concentração das chuvas na porção norte do estado, enquanto o sul, o sudoeste e o centro devem registrar redução da instabilidade e um período de trégua nas precipitações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 1º a 8 de outubro: tendência de chuvas acima da média na RMG, com incerteza maior&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.43.33.png" alt="Subsazonal 1 a 8 out" width="679" height="351" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a primeira semana de outubro, as projeções indicam tendência de mais chuvas na RMG, sugerindo volumes acumulados ligeiramente acima da média histórica que, para o período é de aproximadamente 27,1 mm em Aragarças, 31,3 mm em Catalão, 39,3 mm em Goiânia, 36,3 mm em Jataí e 34,6 mm em Rio Verde. O CEMPA-Cerrado reforça, no entanto, que por se tratar de um horizonte temporal mais longo, esse cenário deve ser interpretado como uma tendência, e não como uma previsão certa: quanto maior a antecedência, maiores as incertezas quanto à distribuição espacial, ao momento de ocorrência e à intensidade das chuvas, o que pode levar a ajustes nas próximas atualizações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre a previsão subsazonal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim subsazonal é um dos produtos do CEMPA-Cerrado, elaborado com o suporte de plataformas numéricas de previsão do tempo e clima operadas pelo centro, em parceria com a SECTI, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás. A publicação integra o conjunto de ferramentas de monitoramento ambiental do CEMPA para o estado de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim completo está disponível no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_subsazonal_cempa_10092026.pdf"&gt;site do CEMPA-Cerrado&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 12 Sep 2026 09:44:33 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204353-cempa-divulga-previsao-subsazonal-calor-e-chuvas-isoladas-devem-predominar-em-goias-ate-fim-de-setembro</link>
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      <title>Boletim Climático Mensal - Agosto de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Figura Agosto" title="Figura Agosto" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-09-08_18-45-15.png?1788903963" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para agosto em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="395" data-end="1041"&gt;O mês de agosto de 2026 foi marcado pelo fortalecimento das condições típicas da estação seca em Goiás. Durante grande parte do mês, o ar seco e quente predominou sobre o Brasil Central, mantendo o tempo firme, com poucas nuvens, forte presença de sol e baixos índices de umidade relativa do ar. O calor intenso também ganhou destaque, principalmente próximo ao dia 10 e nos últimos dias do mês, quando foram registradas temperaturas excepcionalmente elevadas em diferentes regiões do estado. A persistência do tempo seco contribuiu ainda para o ressecamento da vegetação, o aumento do risco de incêndios e queimadas e a piora da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1043" data-end="1551"&gt;Entre os dias 01 e 09/08, o tempo permaneceu firme e seco em Goiás, com predomínio de sol e poucas nuvens. As tardes foram quentes, enquanto as madrugadas e manhãs apresentaram temperaturas mais amenas, resultando em grande diferença entre as temperaturas mínimas e máximas ao longo do dia. Com a intensificação do ar seco e quente, as temperaturas máximas aumentaram gradualmente e a umidade relativa do ar diminuiu durante as tardes, principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Norte do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1553" data-end="2496"&gt;Entre os dias 10 e 16/08, uma intensa massa de ar quente e seco sobre o Brasil Central provocou temperaturas muito elevadas e índices críticos de umidade relativa do ar em Goiás. No dia 10/08, o núcleo de ar mais quente e seco estava concentrado entre o norte de Goiás, leste de Mato Grosso, sul do Tocantins e norte de Minas Gerais. O município de Goiás registrou máxima de 41,4 °C, a maior temperatura observada no Brasil naquele dia. São Miguel do Araguaia atingiu 41,1 °C, enquanto Aragarças também registrou temperatura na casa dos 40 °C. Em Goiânia, a máxima chegou a 38,3 °C, estabelecendo, naquele momento, um novo recorde de temperatura para agosto na estação meteorológica do INMET. Além do calor intenso, a umidade relativa do ar atingiu valores muito baixos, chegando a 12% no município de Goiás. Nos dias seguintes, o tempo continuou firme, quente e seco, mantendo elevado o risco de incêndios e queimadas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2498" data-end="3027"&gt;Entre os dias 17 e 23/08, o tempo permaneceu predominantemente firme, quente e seco em grande parte de Goiás. A forte presença de sol manteve as temperaturas elevadas durante as tardes, enquanto a umidade relativa do ar continuou baixa em diferentes áreas do estado. A ausência de chuvas significativas contribuiu para o ressecamento da vegetação e para o aumento do risco de incêndios e queimadas. O tempo seco também dificultou a dispersão dos poluentes, favorecendo o aumento da concentração de material particulado no ar.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3029" data-end="3853"&gt;Entre os dias 24 e 27/08, houve uma mudança temporária nas condições do tempo em parte de Goiás. Nos dias 24 e 25/08, o enfraquecimento do ar seco e a chegada de maior umidade proveniente do oceano favoreceram o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas fracas e isoladas em Goiânia e na Região Metropolitana. Nos dias 26 e 27/08, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil contribuiu para o aumento da umidade e da nebulosidade nas regiões Sul e Sudoeste de Goiás, onde também foram registradas chuvas fracas e isoladas. De modo geral, os volumes de chuva foram baixos e distribuídos de forma irregular, não sendo suficientes para alterar o padrão seco predominante no estado. Após esse período, o retorno do tempo mais seco e estável favoreceu uma rápida elevação das temperaturas máximas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3855" data-end="4320"&gt;Entre os dias 28 e 31/08, Goiás voltou a registrar um período de calor intenso, com temperaturas excepcionalmente elevadas em diferentes regiões do estado. O predomínio de ar seco e quente, associado à forte presença de sol e à baixa cobertura de nuvens, favoreceu uma rápida elevação das temperaturas máximas. No Sudoeste do estado, foram registrados quatro dias consecutivos com temperaturas máximas pelo menos 5 °C acima da média climatológica de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4322" data-end="4836"&gt;No dia 31/08, Goiânia registrou máxima de 39,7 °C na estação meteorológica convencional do INMET, superando os 38,3 °C observados no dia 10 e estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima para agosto. Em Rio Verde, a estação do INMET, que possui a série histórica mais longa utilizada como referência no município, registrou 38,2 °C no mesmo dia, superando o antigo recorde de 36,2 °C para agosto e estabelecendo também a maior temperatura registrada em 2026 nessa estação até aquele momento.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:46:43 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204254-boletim-climatico-mensal-agosto-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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