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    <title>CEMPA</title>
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    <link>https://cempa.ufg.br/news</link>
    <item>
      <title>OMJ e frente fria combinam-se para trazer chuvas atípicas ao Goiás no início do inverno</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="OMJ2" title="OMJ2" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/WhatsApp_Image_2026-06-12_at_16.34.58.jpeg?1781292974" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;CEMPA-Cerrado projeta instabilidade atmosférica acima da média climatológica para as próximas semanas, com transição progressiva para o padrão seco típico da estação&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado (Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), divulga na passada quinta-feira seu Boletim de Previsão Subsazonal para o período de 12 de junho a 9 de julho de 2026 , realizado no âmbito de acordo de cooperação com a SECTI, a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás. O documento aponta para um cenário de instabilidade atmosférica acima do esperado para o início do inverno no Brasil Central, com precipitações previstas para os próximos dias em todo o estado de Goiás e na Região Metropolitana de Goiânia (RMG).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/WhatsApp_Image_2026-06-12_at_16.34.58.jpeg" alt="OMJ2" width="1061" height="592" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A força invisível por trás da chuva de inverno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O principal responsável pelo comportamento atípico do tempo nas próximas semanas é um fenômeno chamado Oscilação de Madden-Julian (OMJ) — um sistema de variabilidade climática que se desloca lentamente ao longo da faixa tropical do planeta, no oceano Pacífico, carregando consigo grandes áreas de convecção atmosférica, ou seja, zonas onde o ar quente e úmido sobe com força suficiente para formar nuvens densas e provocar chuvas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À medida que a OMJ se aproxima do continente americano, ela intensifica os mecanismos responsáveis pela formação de precipitação sobre as áreas do Centro-Oeste brasileiro que, em condições normais de inverno, já estariam sob domínio do tempo seco. No caso atual, esse fenômeno atua em conjunto com uma frente fria, amplificando ainda mais a instabilidade sobre Goiás, uma combinação relativamente incomum para esta época do ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado prático: mais umidade disponível na atmosfera, maior frequência de nuvens carregadas e maior probabilidade de chuvas, mesmo em pleno junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que esperar semana a semana&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim divide o período analisado em três fases com comportamentos bem distintos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na primeira fase, entre os dias 12 e 18 de junho, a atuação conjunta da frente fria e da OMJ deverá intensificar a instabilidade sobre a RMG e grande parte do estado. A probabilidade de pancadas de chuva é média, e as chuvas poderão ocorrer em qualquer período do dia. As temperaturas ficarão abaixo da média climatológica para a época, com anomalias entre -1°C e -2°C. Na RMG, as máximas devem oscilar entre 25°C e 31°C, com mínimas entre 13°C e 17°C.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na segunda fase, de 19 a 30 de junho, o cenário passa por uma transição. Entre os dias 19 e 23, a instabilidade ainda se faz presente, especialmente no período da tarde e da noite, com pancadas isoladas de chuva — porém com volumes baixos e distribuição irregular. A partir do dia 24, a tendência é de enfraquecimento gradual das áreas de instabilidade e retorno progressivo das condições típicas de inverno: céu mais aberto, sol entre poucas nuvens e baixa probabilidade de precipitação. O inverno de 2026 começa oficialmente no dia 21 de junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na terceira fase, de 1º a 9 de julho, o padrão seco e estável se consolida sobre o território goiano. A frequência de chuvas cai de forma acentuada, o sol predomina e as temperaturas seguem amenas, especialmente nas madrugadas e no início das manhãs.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Precipitação acima da média nos próximos 30 dias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A análise probabilística para o conjunto do período aponta maior chance de precipitação acima da média climatológica sobre a RMG, com anomalias positivas de chuva da ordem de 10 mm. As temperaturas devem permanecer relativamente mais amenas ao longo de todo o intervalo analisado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tabela a seguir apresenta a média climatológica histórica de precipitação para cada subperíodo nos municípios monitorados, valores que servem como referência para dimensionar o que está sendo previsto:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-06-12_a%CC%80s_15.24.11.png" alt="Sintese" width="895" height="477" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre o boletim subsazonal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Boletim de Previsão Subsazonal é publicado quinzenalmente pelo CEMPA-Cerrado e cobre um horizonte de até quatro semanas, com detalhamento por sub-regiões do estado de Goiás. O documento integra o portfólio de produtos meteorológicos operacionais do centro, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (SECTI-GO) e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O boletim completo está disponível no Portal &lt;a href="/p/60696-boletins-subsazonais-4-semanas-e-sazonais-ate-3-meses"&gt;CEMPA-Cerrado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:30:17 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201814-omj-e-frente-fria-combinam-se-para-trazer-chuvas-atipicas-ao-goias-no-inicio-do-inverno</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Maio de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climático Mensal - Maio de 2026" title="Boletim Climático Mensal - Maio de 2026" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-06-09_17-51-50.png?1781038462" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para maio em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;O mês de maio de 2026 marcou a transição definitiva para a estação seca em Goiás. Ao longo do período, houve redução gradual da umidade relativa do ar e diminuição das chuvas, enquanto massas de ar seco passaram a atuar com maior frequência sobre o estado. Também foram observadas algumas incursões de ar mais frio e a influência indireta de frentes frias que atuaram sobre as regiões Sul e Sudeste do Brasil, contribuindo para mudanças temporárias nas condições do tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;Entre os dias 1 e 7 de maio, ainda havia umidade disponível na atmosfera, principalmente nas regiões sul e sudoeste do estado. Essa condição favoreceu aumento da nebulosidade e ocorrência de pancadas isoladas de chuva em algumas localidades. Apesar disso, o tempo já apresentava tendência de maior estabilidade em boa parte de Goiás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;No período de 8 a 14 de maio, o ar seco ganhou força sobre o Centro-Oeste, reduzindo a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas. As tardes permaneceram quentes, enquanto as temperaturas mínimas começaram a diminuir gradualmente, ampliando a diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;Entre os dias 15 e 21 de maio, frentes frias avançaram pelas regiões Sul e Sudeste do país. Embora não tenham atingido diretamente Goiás, seus reflexos favoreceram aumento temporário da nebulosidade e contribuíram para a ocorrência de pancadas isoladas de chuva, principalmente nas regiões sul, sudoeste e leste do estado. As precipitações ocorreram de forma irregular e localizada. Após a passagem desses sistemas, o ar seco voltou a predominar, reduzindo a umidade relativa do ar durante as tardes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;Entre os dias 22 e 27 de maio, o tempo permaneceu estável em praticamente todo o estado. Houve predomínio de sol, pouca nebulosidade e ausência de chuvas significativas. As madrugadas ficaram mais amenas, enquanto as tardes continuaram relativamente quentes, resultando em grande amplitude térmica diária. A umidade relativa do ar também apresentou queda mais acentuada durante as horas mais quentes do dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;&lt;span&gt;Nos últimos dias do mês, entre 28 e 31 de maio, uma nova massa de ar mais frio avançou pelo Centro-Sul do Brasil. Em Goiás, os efeitos foram sentidos principalmente pela redução das temperaturas mínimas, aumento temporário da nebulosidade e ventos mais intensos em alguns momentos. Mesmo assim, a falta de umidade impediu a ocorrência de chuvas significativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;De forma geral, maio de 2026 foi caracterizado pela consolidação do começo da estação seca em Goiás, com predomínio de tempo estável, redução das chuvas, queda gradual da umidade do ar e ocorrência de madrugadas mais frias. O mês marcou o estabelecimento das condições típicas do final do outono e o início do período seco, cenário que tende a se manter durante o mês de junho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 09 Jun 2026 15:46:13 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201689-boletim-climatico-mensal-maio-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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      <title> CEMPA-Cerrado prevê estiagem progressiva em Goiás até fim de junho com El Niño no horizonte</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="boletim" title="boletim" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-29_a%CC%80s_05.42.32.png?1780044218" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Boletim subsazonal e sazonal emitido em 28 de maio aponta três fases climáticas distintas para as próximas semanas e alerta para temperaturas acima da média e aumento do risco de queimadas no trimestre junho-julho-agosto&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-29_a%CC%80s_05.42.32.png" alt="boletim" width="982" height="798" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), divulgou na semana anterior seu mais recente Boletim de Previsão Subsazonal e Sazonal, com análise das condições climáticas esperadas para o estado de Goiás e a Região Metropolitana de Goiânia (RMG) entre os dias 29 de maio e 25 de junho de 2026, além de perspectivas para o trimestre junho-julho-agosto (JJA). Os boletins são gerados como parte do convênio entre o CEMPA-Cerrado e a SECTI, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estadod e Goiás, no âmbito do projeto Mapeamento e Desenvolvimento da Infraestrutura Tecnológica para Potencializar o Sistema de Previsões Meteorológicas e Climatológicas do Estado de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que são esses boletins?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O CEMPA-Cerrado produz dois tipos de previsão de médio e longo prazo para o estado de Goiás. O Boletim Subsazonal é publicado quinzenalmente, toda quinta-feira, e projeta o comportamento do tempo para as próximas quatro semanas, horizonte suficiente para orientar decisões no agronegócio, na gestão hídrica, na saúde pública e no planejamento urbano. Já o Boletim Sazonal, emitido mensalmente, amplia esse olhar para os três meses seguintes, identificando tendências de temperatura e precipitação a partir da integração de modelos climáticos globais e dados observacionais. Juntos, esses produtos oferecem uma leitura abrangente da atmosfera, do tempo que vem aí nas próximas semanas até os padrões que devem dominar o inverno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-29_a%CC%80s_05.48.34.png" alt="fase 1" width="979" height="505" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 1 — Despedida das chuvas (29 de maio a 4 de junho)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O boletim abre o período com uma transição ainda em curso. Entre os dias 31 de maio e 3 de junho, não está descartada a possibilidade de pancadas de chuva isoladas na RMG e municípios do entorno, mas já com menos força e frequência do que o habitual para o final de maio. O padrão geral do período é de temperatura acima do normal para a época: máximas entre 30°C e 33°C durante as tardes, com mínimas de 10°C a 15°C nas madrugadas. Um ponto de atenção: nos horários de maior aquecimento, a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% na região metropolitana — o limiar a partir do qual o ar é classificado como "seco" pela Organização Mundial da Saúde. Nesses momentos, hidratação frequente e cuidados com a saúde respiratória são especialmente recomendados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-29_a%CC%80s_05.50.13.png" alt="Fase 2" width="974" height="529" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 2 — O céu se abre (5 a 11 de junho)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A partir da primeira semana de junho, uma massa de ar seca e estável avança sobre o Brasil Central e se firma sobre Goiás. Com ela, chegam os dias mais típicos do inverno do Cerrado: céu limpo, sol intenso e ausência de chuva. A previsão para o período é de tempo firme, sem precipitação significativa prevista para nenhum dos municípios monitorados. Nas madrugadas e manhãs, especialmente na faixa sul do estado e na RMG, as temperaturas ficam mais amenas, o que proporciona aquele alívio característico dos dias de inverno goiano. Mas à tarde o aquecimento se intensifica sob o céu aberto, e a umidade do ar pode voltar a cair abaixo de 30% nas áreas urbanas e com menor cobertura vegetal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-29_a%CC%80s_05.52.26.png" alt="Fase 3" width="1003" height="550" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 3 — O predomínio do tempo firme (12 a 25 de junho)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A segunda quinzena de junho consolida o padrão seco. A previsão é de vários dias consecutivos sem registro de chuva em todo o estado. Em Goiânia, as temperaturas devem oscilar entre 12°C nas madrugadas e 28°C no pico da tarde, uma amplitude térmica de 16 graus que é uma das marcas mais características do inverno seco do Cerrado. Essa diferença expressiva entre o frescor da manhã e o calor da tarde não é apenas uma curiosidade climática: ela reflete a ausência de nuvens e de umidade no ar, que deixa de funcionar como um "cobertor" isolante. Sem esse efeito, o solo esfria rapidamente após o pôr do sol e aquece com igual velocidade sob a radiação solar diurna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O trimestre JJA e o papel do El Niño&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O boletim sazonal, que olha para junho, julho e agosto como um conjunto, traz um cenário de atenção redobrada. Após a ocorrência de uma La Niña no início de 2026, as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico Equatorial passaram a subir acima da média, sinalizando a transição para um episódio de El Niño. As projeções indicam até 90% de probabilidade de consolidação do fenômeno no trimestre JJA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que isso significa para Goiás? Em linhas gerais, El Niño no inverno tende a produzir temperaturas ainda mais elevadas do que o normal no Centro-Oeste, com probabilidade superior a 80% de anomalias positivas de temperatura em praticamente todo o território goiano. Julho apresenta um comportamento atípico: cerca de 50% de chance de precipitação acima do normal para a faixa sul do estado e a RMG, possivelmente associada à atuação do fenômeno. Agosto, por sua vez, combina temperaturas persistentemente acima da média com a possibilidade de eventos de chuva mais intensos do que o habitual, ainda que distribuídos de forma irregular.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O cenário de calor elevado, ar seco e El Niño no horizonte aumenta o risco de ocorrência e propagação de queimadas, além de contribuir para a queda da qualidade do ar, especialmente nas áreas urbanas da RMG. A população deve acompanhar as atualizações do CEMPA-Cerrado ao longo do trimestre.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como acessar o boletim completo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Boletim de Previsão Subsazonal e Sazonal, com análises detalhadas por município, mapas probabilísticos e gráficos de anomalia de precipitação e temperatura, está disponível no &lt;a href="/p/60696-boletins-subsazonais-4-semanas-e-sazonais-ate-3-meses"&gt;Portal CEMPA Cerrado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA Cerrado também publica boletins meteorológicos diários para 21 municípios do estado de Goiás, disponíveis no mesmo endereço.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 29 May 2026 06:20:55 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201379-cempa-cerrado-preve-estiagem-progressiva-em-goias-ate-fim-de-junho-com-el-nino-no-horizonte</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Abril de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climatico - Abril" title="Boletim Climatico - Abril" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/BoletimClimatico_-_abril.png?1780322335" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para abril em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;No mês de abril de 2026, o estado de Goiás apresentou um padrão atmosférico típico de transição entre o período chuvoso e a estação seca no Centro-Oeste do Brasil. O comportamento atmosférico foi marcado pela redução gradual da atuação dos mecanismos tropicais de grande escala, enfraquecimento do transporte de umidade em baixos níveis e aumento da influência de sistemas transientes de origem extratropical. Destacaram-se, no período, a atuação de cavados em médios níveis, episódios de convergência de umidade associados ao aquecimento diurno, incursões frontais mais ao sul do país com reflexos indiretos sobre Goiás e, na segunda quinzena, o avanço de massas de ar mais seco sobre o Brasil Central.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 01 e 05/04, observou-se a permanência de um ambiente ainda relativamente úmido sobre Goiás, favorecido pelo transporte residual de umidade proveniente da Amazônia por meio do escoamento de noroeste em baixos níveis. Cavados em médios níveis favoreceram movimentos ascendentes e sustentaram instabilidade atmosférica, principalmente durante os períodos da tarde e noite. O aquecimento diurno intenso contribuiu para a formação de pancadas de chuva localmente fortes, acompanhadas por descargas elétricas e rajadas de vento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No período de 06 a 10/04, verificou-se redução gradual da convergência de umidade em baixos níveis, com enfraquecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN). A convecção passou a ocorrer de forma mais isolada e irregular, associada predominantemente aos efeitos termodinâmicos do aquecimento diurno. Em médios níveis, a atuação de cristas atmosféricas favoreceu maior estabilidade temporária em parte do estado, reduzindo a organização dos sistemas convectivos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 11 e 16/04, a aproximação e o deslocamento de sistemas frontais sobre as regiões Sul e Sudeste do Brasil favoreceram alterações no padrão de circulação sobre o Centro-Oeste. Embora as frentes frias não tenham avançado diretamente sobre Goiás, houve reorganização do escoamento em baixos níveis, aumento pontual da convergência de umidade e intensificação da nebulosidade. Em alguns períodos, cavados em médios níveis associados à circulação subtropical favoreceram movimentos ascendentes, permitindo a ocorrência de pancadas de chuva moderadas, especialmente nas regiões sul, sudoeste e leste do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 17 e 23/04, observou-se maior predominância de uma massa de ar seco sobre o Brasil Central, associada ao fortalecimento de cristas em médios níveis e subsidência atmosférica. Esse padrão favoreceu redução significativa da nebulosidade e diminuição da frequência das precipitações em Goiás. As chuvas ocorreram de maneira bastante localizada e de curta duração, concentradas preferencialmente no período vespertino devido ao aquecimento da superfície.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No período de 24 a 30/04, destacou-se a atuação de incursões de ar mais frio sobre o Centro-Sul do Brasil, associadas ao avanço de sistemas. Em Goiás, embora os efeitos tenham sido mais indiretos, observou-se redução das temperaturas mínimas, principalmente nas regiões sul e sudoeste do estado, além de aumento temporário da nebulosidade em alguns períodos. O ambiente atmosférico apresentou menor disponibilidade de umidade e enfraquecimento adicional do suporte dinâmico em grande escala, limitando a organização convectiva. No dia 27/04, observou-se aumento da umidade em baixos e médios níveis sobre o sudoeste de Goiás, associado ao avanço de um sistema frontal pelo Sudeste do Brasil e à canalização de umidade sobre o Mato Grosso do Sul e o sul do Centro-Oeste. Apesar da atuação de bloqueio atmosférico em grande escala, o ambiente apresentava acentuado aquecimento superficial e elevados valores de energia disponível para convecção, favorecendo a ocorrência de chuvas fracas e tempestades isoladas e pontuais, especialmente no sudoeste goiano. Mesmo sem suporte dinâmico suficiente para organização convectiva persistente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, abril de 2026 foi caracterizado por: transição gradual do regime chuvoso para condições mais secas, enfraquecimento progressivo do Jato de Baixos Níveis e da convergência de umidade, atuação de cavados em médios níveis no início do mês, influência indireta de sistemas frontais entre 11 e 16/04, predomínio de massas de ar seco na segunda quinzena e redução gradual da organização convectiva sobre Goiás. O período também evidenciou uma antecipação das características típicas da estação seca sobre o Goiás, especialmente a partir da segunda quinzena, com redução da frequência e abrangência das precipitações e aumento da estabilidade atmosférica.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 May 2026 15:08:10 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201331-boletim-climatico-mensal-abril-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Março de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climatico - Março" title="Boletim Climatico - Março" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/BoletimClimatico_-_mar%C3%A7o.png?1780322304" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;Principais informações meteorológicas para março em Goiás. Nota técnica.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="66" data-end="454"&gt;Durante março de 2026, Goiás começou a apresentar uma transição gradual entre o período mais chuvoso do verão e condições mais estáveis típicas do outono. Ao longo do mês, os sistemas atmosféricos de grande escala foram perdendo força aos poucos, enquanto as chuvas passaram a ocorrer de maneira mais isolada e irregular, mais dependentes do calor e da umidade disponível ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="456" data-end="736"&gt;O mês teve como destaque a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) no começo de março, um novo episódio de ZCAS em meados do mês, a influência de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e, na reta final, a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN).&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="738" data-end="1279"&gt;Entre os dias 01 e 05/03, a ZCAS ainda atuava sobre parte do Brasil Central, mantendo um corredor de umidade vindo da Amazônia através do Jato de Baixos Níveis (JBN). Esse cenário favoreceu bastante nebulosidade e chuva persistente em Goiás, principalmente devido à combinação entre umidade elevada, cavados em médios níveis e condições favoráveis em altos níveis da atmosfera. Mesmo com o enfraquecimento gradual desse padrão ao longo dos dias, o ambiente continuou favorável para pancadas de chuva, especialmente durante a tarde e a noite.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1281" data-end="1535"&gt;No período de 06 a 10/03, houve diminuição do transporte de umidade e da organização atmosférica em grande escala. As chuvas passaram a ocorrer de forma mais isolada, típicas de verão, mais dependentes do aquecimento diurno e da instabilidade disponível.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1537" data-end="1989"&gt;Entre os dias 11 e 23/03, destacou-se a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai, que influenciou o tempo no Centro-Oeste ao reorganizar o fluxo de umidade sobre a região. Esse sistema favoreceu pancadas de chuva mais frequentes principalmente nas regiões sul e sudoeste de Goiás. Em alguns momentos, as condições atmosféricas permitiram a formação de áreas de instabilidade mais organizadas, alternadas com períodos de maior estabilidade.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1991" data-end="2330"&gt;Dentro desse intervalo, entre os dias 14 e 16/03, ocorreu um novo episódio de ZCAS. O fortalecimento do transporte de umidade vindo da Amazônia favoreceu novamente chuvas persistentes, aumento da nebulosidade e maior organização das instabilidades sobre Goiás, em um padrão típico de corredor de umidade orientado de noroeste para sudeste.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2332" data-end="2763"&gt;Entre os dias 24 e 31/03, passou a predominar a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). Esse sistema contribuiu para deixar o tempo mais estável em algumas áreas do estado, enquanto outras regiões registraram pancadas de chuva e tempestades isoladas, principalmente nas áreas periféricas do sistema. As chuvas ocorreram de forma mais irregular e de curta duração, com menor organização atmosférica em grande escala.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2765" data-end="3094" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;De forma geral, março de 2026 foi marcado pela transição gradual entre o auge da estação chuvosa e um padrão atmosférico mais estável. O mês teve dois episódios de ZCAS, influência de baixa pressão sobre o Paraguai, atuação de VCAN no fim do mês e redução gradual do transporte de umidade e da organização das chuvas sobre Goiás.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 May 2026 15:06:51 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201330-boletim-climatico-mensal-marco-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
      <guid>https://cempa.ufg.br/n/201330-boletim-climatico-mensal-marco-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</guid>
    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Fevereiro de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climatico - Fevereiro" title="Boletim Climatico - Fevereiro" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/BoletimClimatico_-_fevereiro.png?1780322180" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para fevereiro em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot"&gt;
&lt;div class="" data-turn-id-container="request-WEB:bc720b29-8c65-448b-920d-195bed4e4dcc-13" data-is-intersecting="true"&gt;
&lt;section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;amp;:has([data-writing-block])&amp;gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-WEB:bc720b29-8c65-448b-920d-195bed4e4dcc-13" data-turn-id-container="request-WEB:bc720b29-8c65-448b-920d-195bed4e4dcc-13" data-testid="conversation-turn-26" data-scroll-anchor="false" data-turn="assistant"&gt;
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&lt;div class="flex max-w-full flex-col gap-4 grow"&gt;
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&lt;div class="markdown prose dark:prose-invert wrap-break-word w-full light markdown-new-styling"&gt;
&lt;p data-start="70" data-end="376"&gt;Durante fevereiro de 2026, Goiás continuou sob forte influência do padrão típico da estação chuvosa, com bastante umidade vindo da Amazônia e atuação frequente do Jato de Baixos Níveis (JBN), que ajudou a manter o ambiente favorável para a formação de nuvens carregadas e chuva em várias regiões do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="378" data-end="713"&gt;Entre os dias 01 e 05/02, o transporte de umidade esteve bastante intenso, favorecendo a formação de áreas de instabilidade mais organizadas. A atmosfera apresentava bastante calor, umidade e condições favoráveis em diferentes níveis, o que contribuiu para pancadas de chuva frequentes, algumas mais fortes e acompanhadas de trovoadas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="715" data-end="1097"&gt;Entre os dias 06 e 11/02, ocorreu um episódio de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principal sistema responsável pelos períodos prolongados de chuva no Brasil Central. Nesse período, houve aumento da convergência de umidade e maior organização das instabilidades, resultando em vários dias consecutivos de céu encoberto, chuva persistente e acumulados elevados em Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1099" data-end="1362"&gt;No período de 12 a 15/02, esse padrão perdeu força gradualmente. O transporte de umidade diminuiu e as chuvas passaram a ocorrer de maneira mais irregular e isolada, mais típicas das pancadas de verão formadas pelo calor e pela umidade disponível ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1364" data-end="1673"&gt;Entre os dias 16 e 20/02, voltou a ocorrer fortalecimento do transporte de umidade sobre o Centro-Oeste, favorecido também pela influência de sistemas frontais no Sudeste do Brasil. Esse cenário voltou a aumentar a organização das instabilidades, resultando em chuva mais abrangente em várias regiões goianas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1675" data-end="1934"&gt;No intervalo de 21 a 26/02, as chuvas ficaram mais mal distribuídas pelo estado. O ambiente apresentou menor organização atmosférica em grande escala, favorecendo pancadas rápidas, isoladas e de curta duração, principalmente durante a tarde e início da noite.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1936" data-end="2240"&gt;Entre os dias 27 e 28/02, ocorreu um novo episódio de ZCAS, com reforço do transporte de umidade amazônica e maior organização das áreas de instabilidade. O período foi marcado pelo retorno de chuvas mais persistentes e abrangentes sobre Goiás, novamente com acumulados significativos em algumas regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2242" data-end="2553" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;De forma geral, fevereiro de 2026 foi marcado pela forte presença de umidade e pela atuação de sistemas típicos da estação chuvosa, com destaque para os dois episódios de ZCAS entre os dias 06 e 11/02 e 27 e 28/02. Entre esses períodos, predominou um padrão mais irregular de pancadas de chuva típicas de verão.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="z-0 flex min-h-[46px] justify-start"&gt;&lt;/div&gt;
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&lt;div class="text-center"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/section&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 May 2026 14:50:32 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201326-boletim-climatico-mensal-fevereiro-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Janeiro de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climatico - Janeiro" title="Boletim Climatico - Janeiro" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/BoletimClimatico_-_janeiro.png?1780322160" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para janeiro em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="68" data-end="469"&gt;Ao longo de janeiro de 2026, Goiás esteve sob um padrão bem típico da estação chuvosa no Brasil Central, com muita umidade disponível, calor e atuação frequente de sistemas que favoreceram chuva persistente e bem distribuída. O destaque do mês foi a atuação de dois episódios da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principal sistema responsável pelos períodos prolongados de chuva na região.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="471" data-end="888"&gt;A ZCAS é formada por um corredor de umidade que se estende da Amazônia até o Sudeste do Brasil e o Atlântico, criando uma faixa quase contínua de nebulosidade e chuva. Durante janeiro, esse sistema atuou de forma intensa sobre Goiás, favorecido pelo forte transporte de umidade da Amazônia através do Jato de Baixos Níveis (JBN), além da atuação de cavados em médios níveis e divergência em altos níveis da atmosfera.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="890" data-end="1193"&gt;Entre os dias 01 e 05/01, já se observava um ambiente bastante úmido e instável sobre o estado. O transporte de umidade vindo da Amazônia favoreceu a formação de muitas nuvens e pancadas de chuva, principalmente entre a tarde e a noite. Aos poucos, foi se organizando um corredor de umidade sobre Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1195" data-end="1615"&gt;Entre os dias 03 e 08/01, ocorreu o primeiro episódio de ZCAS do mês. Nesse período, a atmosfera ficou muito favorável à formação de chuva persistente, com céu bastante nublado e acumulados elevados em várias regiões do estado. A combinação entre grande disponibilidade de umidade, calor e condições favoráveis em diferentes níveis da atmosfera contribuiu para a formação de áreas de chuva mais organizadas e duradouras.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1617" data-end="1851"&gt;Entre os dias 09 e 15/01, houve enfraquecimento desse padrão mais organizado. As chuvas continuaram ocorrendo, mas de forma mais isolada e irregular, típicas de verão, mais dependentes do calor e da umidade disponível ao longo do dia.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1853" data-end="2034"&gt;Nos dias 16 e 17/01, voltou a ocorrer fortalecimento do transporte de umidade sobre o Centro-Oeste, preparando novamente a atmosfera para um cenário de maior organização das chuvas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2036" data-end="2432"&gt;Entre os dias 18 e 26/01, aconteceu o segundo episódio de ZCAS, desta vez reforçado também pela atuação de uma frente fria no Sudeste do Brasil. O corredor de umidade voltou a se intensificar sobre Goiás, favorecendo chuvas persistentes, volumosas e mais abrangentes. O período foi marcado por vários dias consecutivos de nebulosidade e precipitação significativa em diferentes regiões do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2434" data-end="2673"&gt;Nos últimos dias do mês, entre 27 e 31/01, a ZCAS perdeu força gradualmente. As chuvas passaram a ocorrer de maneira mais típica de verão, com pancadas isoladas, rápidas e mal distribuídas, principalmente durante a tarde e início da noite.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2675" data-end="3008"&gt;Como resultado desses dois episódios de ZCAS, janeiro terminou com chuva acima da média em grande parte de Goiás, principalmente nas regiões sul e centro-leste do estado. Os acumulados mensais foram bastante elevados, com aproximadamente 303 mm em Goiânia e cerca de 455 mm em Rio Verde, valores muito acima do normal para o período.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3010" data-end="3272" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;De forma geral, janeiro de 2026 foi marcado por muita umidade, forte atuação da ZCAS e vários episódios de chuva persistente e volumosa sobre Goiás, mantendo o mês com características bastante típicas — e até mais intensas — da estação chuvosa no Brasil Central.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Wed, 27 May 2026 14:47:12 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201323-boletim-climatico-mensal-janeiro-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
      <guid>https://cempa.ufg.br/n/201323-boletim-climatico-mensal-janeiro-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</guid>
    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado lança previsão climática para Goiás até 11 de junho e aponta transição para período mais seco</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="fases" title="fases" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-18_a%CC%80s_19.07.52.png?1779142114" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Boletim subsazonal emitido na última quinta-feira projeta três fases atmosféricas distintas para as próximas semanas, com influência de frente fria, El Niño e massa de ar seca sobre o território goiano&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;figure class="image"&gt;&lt;img style="width: 999px; height: 562px;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Parque_Vaca_Brava.jpg" alt="Vaca" width="800" height="450" /&gt;
&lt;figcaption&gt;Foto: Vinícius Boaventus/Wikimedia&lt;/figcaption&gt;
&lt;/figure&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), divulgou recentemente seu mais recente Boletim de Previsão Subsazonal, com análise das condições meteorológicas esperadas para o estado de Goiás, com destaque para a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), entre os dias 15 de maio e 11 de junho de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O documento integra a linha regular de produtos técnicos do Centro, desenvolvidos no âmbito do convênio com o Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a SECTI-GO, tendo como objetivo o mapeamento e desenvolvimento da infraestrutura tecnológica para potencializar o sistema de previsões meteorológicas do estado de Goiás. O boletim é disponibilizado gratuitamente à população, a gestores públicos e a setores produtivos como agricultura, energia e saúde, todos sensíveis às variações do tempo em escalas de semanas a meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que é a previsão subsazonal — e por que ela importa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão de curto prazo diz o que vai acontecer nos próximos dias. A previsão climática sazonal olha para os próximos meses. Entre essas duas escalas existe uma zona fundamental para o planejamento: as próximas duas a quatro semanas. É exatamente esse intervalo que o boletim subsazonal do CEMPA-Cerrado cobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emitido nas quintas-feiras com periodicidade quinzenal, o produto analisa padrões atmosféricos de grande escala, como oscilações climáticas globais, frentes frias e movimentos de massas de ar, e os traduz em diagnósticos regionais de precipitação, umidade relativa e temperatura para o território goiano. O resultado é uma ferramenta de apoio ao planejamento que vai além da previsão do tempo cotidiana, sem ainda chegar à escala dos meses futuros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Três fases para as próximas quatro semanas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-18_a%CC%80s_19.07.52.png" alt="fases" width="969" height="413" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fase 1 — Instabilidade e chuvas isoladas (15 a 21 de maio)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A passagem de uma frente fria deve elevar a instabilidade atmosférica sobre Goiás, favorecendo pancadas de chuva isoladas entre as porções sul e central do estado. Para a RMG, Jataí e Rio Verde, há previsão específica de chuvas para o dia 18 de maio, podendo ocorrer a qualquer hora. As temperaturas máximas devem oscilar entre 32°C e 34°C em Goiânia, com mínimas entre 13°C e 16°C — valores acima da média climatológica para o período.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fase 2 — Despedida da chuva (22 a 28 de maio)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nos dias 22 e 23, ainda há possibilidade de chuvas isoladas na RMG e na faixa sul do estado, por conta da persistência residual da instabilidade da semana anterior. A partir do dia 24, o cenário muda rapidamente: as chuvas enfraquecem e o tempo firme passa a predominar, com tendência de predomínio absoluto de tempo seco até o final do mês.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fase 3 — Seca, contraste térmico e alerta para umidade relativa baixa(29 de maio a 11 de junho)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A terceira fase é marcada pela atuação de uma massa de ar mais seca e estável sobre o Brasil Central. O tempo deve permanecer firme e ensolarado, com baixa probabilidade de chuva. Um ponto de atenção: nos horários de maior aquecimento, a umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30%, especialmente em áreas abertas e urbanizadas, condição que exige hidratação reforçada e cuidados com a saúde respiratória.&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="text-text-100 mt-2 -mb-1 text-base font-bold"&gt;El Niño no horizonte&lt;/h4&gt;
&lt;p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]"&gt;O boletim também chama atenção para um cenário climático de médio prazo: as projeções indicam probabilidade superior a 80% de desenvolvimento e consolidação de um episódio de El Niño ao longo do trimestre maio–junho–julho. Esse fenômeno oceânico, com impactos na atmosfera, poderá favorecer as anomalias positivas de precipitação, ou seja, chuvas acima da média, especialmente na faixa sul do território goiano e na RMG, ao longo dos próximos meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como acessar o boletim completo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]"&gt;O Boletim de Previsão Subsazonal com todas as análises, mapas e gráficos está disponível no &lt;a href="/p/60696-boletins-subsazonais-4-semanas-e-sazonais-ate-3-meses"&gt;Portal CEMPA-Cerrado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]"&gt;Além dos boletins subsazonais, o CEMPA-Cerrado publica mensalmente um boletim sazonal com previsões para os três meses seguintes, além de boletins meteorológicos diários para o estado de Goiás e a RMG.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 18 May 2026 14:52:55 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201073-cempa-cerrado-lanca-previsao-climatica-para-goias-ate-11-de-junho-e-aponta-transicao-para-periodo-mais-seco</link>
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    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado marca presença no maior evento de agrometeorologia e agricultura tropical do Centro-Oeste</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Ceagre tela" title="Ceagre tela" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Tela_-_5_Ceagre_Agro_Experience_e_Eventos_Integrados.png?1778933185" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span&gt;Com participação em oito trabalhos científicos, o CEMPA integra a programação do 5º CEAGRE Agro Experience, que reúne pesquisadores de quatro continentes em Rio Verde (GO) de 18 a 21 de maio de 2026.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Tela_-_5_Ceagre_Agro_Experience_e_Eventos_Integrados.png" alt="Ceagre tela" width="698" height="465" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cidade de Rio Verde, no Sudoeste Goiano, recebe esta semana uma das mais expressivas reuniões científicas do agronegócio brasileiro. De 18 a 21 de maio de 2026, a sede do Centro de Excelência em Agricultura Exponencial (CEAGRE) abre suas portas para três eventos integrados que conjugam ciência de ponta, tecnologia aplicada e debate sobre os desafios climáticos para a agricultura tropical. O CEMPA-Cerrado, parceiro estratégico do CEAGRE, participa ativamente da programação com trabalhos desenvolvidos por sua equipe de pesquisadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-05-16_a%CC%80s_08.33.09.png" alt="ceagre" width="720" height="197" /&gt;O &lt;a href="https://eventos.ifgoiano.edu.br/ceagre2026/"&gt;&lt;strong&gt;5º CEAGRE Agro Experience&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; é o evento central da semana e discute estratégias e tecnologias para a agricultura tropical diante das transformações impostas pelas mudanças climáticas. Mesas redondas com representantes do setor produtivo, pesquisadores e gestores públicos abordam temas como mercado de créditos de carbono, bioenergia, inovação agropecuária e desafios do mercado internacional para o agro brasileiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Integrado à programação, o &lt;strong&gt;4º Dia de Campo do LEAV&lt;/strong&gt; leva os participantes ao Laboratório de Estudos Avançados em Agricultura Vertical do IF Goiano – Campus Rio Verde para visitas técnicas a ambientes de produção controlada: morango em agricultura vertical, mini-tomate em ambiente protegido, alho-semente e micro-verdes. O evento inclui também um circuito agroecológico com estações dedicadas a culturas como batata-doce biofortificada, mandioca, tomates crioulos e alfaces tropicalizadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande novidade de 2026 é a realização da &lt;strong&gt;1ª edição do ISCAR&lt;/strong&gt;, simpósio internacional que reúne pesquisadores de instituições como a Kansas State University (EUA), a University of Illinois Urbana-Champaign (EUA), a NC State University (EUA), a Universidad Industrial de Santander (Colômbia), o Centro Nacional de Investigaciones de Café (Colômbia) e a Universidade Federal de Viçosa (Brasil). Os temas incluem adaptação de cultivos às mudanças climáticas, fisiologia vegetal sob estresse hídrico e térmico, fotossíntese e resiliência agrícola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento conta com o apoio da FAPEG, CNPq, CAPES, Prefeitura de Rio Verde, Governo de Goiás, FUNTEC e FUNAPE, além dos programas de pós-graduação do IF Goiano — PPGCA-Agro, PPGAq, PPGBio, PPGOL e PPGBG.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado na vanguarda da pesquisa aplicada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado terá presença destacada no evento. A equipe do centro está vinculada com oito trabalhos científicos que serão apresentados no evento, eles abrangem desde o desenvolvimento de plataformas meteorológicas de alta resolução até a avaliação de modelos numéricos e análises climatológicas regionais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;TRABALHOS DO CEMPA-CERRADO NO EVENTO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Levantamento da caracterização de infraestrutura meteorológica e de monitoramento ambiental no estado de Goiás: desafios e perspectivas para o fornecimento do sistema observacional&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;GURJÃO, Carlos Diego; CHOVERT, Angel Domínguez; FERREIRA, Manuel Eduardo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Avaliação de Limiares térmicos e Hídricos críticos para a cana-de-açúcar sob cenários climáticos em Rio Verde, Goiás&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;BORGES, Daniel Amorim Alves; CASAROLI, Derblai; ASSUMPÇÃO, Rodollf Augusto Regetz Herold Altisonante Borba; CHOVERT, Angel Domínguez; FERREIRA, Nicole Costa Resende; ANDRADE, Rafaella Resende&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Avaliação do desempenho do sistema acoplado Jules-Brams na previsão de eventos convectivos em Goiás&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;GURJÃO, Carlos Diego de Sousa; CHOVERT, Angel Domínguez; FERREIRA, Elizabete Alves; CABRAL FILHO, Fernando Rodrigues; ROSSATO, Fernando; FERREIRA, Manuel Eduardo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento e aplicação da nova plataforma de produtos meteorológicos integrados do Cerrado (PPMIC)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;CHOVERT, Angel Domínguez; FEITOSA, Otavio Medeiros, FREITAS, Saulo Ribeiro; FREITAS, Mateus Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Reestruturação e consolidação do SIAG no sudoeste goiano: avanços recentes e produtos operacionais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;ROSSATO, Fernando; CHOVERT, Angel Domínguez; CABRAL FILHO, Fernando Rodrigues; GURJÃO, Carlos Diego de Sousa; IBRAHIM, Vilcianny Luiza de Oliveira; NUÑEZ, Daniel Noe Coaguila; SANTOS, Thailliny Moraes; SOUZA, Leandro Rodrigues da Silva&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Análise do volume de chuvas acumuladas em Rio Verde nos anos de 2023 e 2024&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;SANTOS, Davy Gomes dos; HALABE, Allan Ricardo; MANTOVANI, Fernanda Carvalho; GASPARIN, Gabriel Arantes; FREITAS, Pedro Tavares de; SOUZA, Leandro Rodrigues da Silva; CHOVERT, Angel Domínguez; CABRAL FILHO, Fernando Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Análise da variabilidade pluviométrica no município de Rio Verde-GO durante o ano de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;SANTOS, Thailliny Moraes; IBRAHIM, Vilciany Luiza de Oliveira; CHOVERT, Angel Domínguez; NUÑEZ, Daniel Noe Coaguila; CABRAL FILHO, Fernando Rodrigues; SOUZA, Leandro Rodrigues da Silva; BARROS, Rhafael Pereira; SOUSA, Cleane dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;strong&gt;Análise do comportamento térmico sazonal no município de Rio Verde (Go) durante o ano de 2025&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="padding-left: 60px;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;IBRAHIM, Vilcianny Luiza de Oliveira; SANTOS, Thailliny Moraes; CHOVERT, Angel Domínguez; NUÑEZ, Daniel Noe Coaguila; CABRAL FILHO, Fernando Rodrigues; SOUZA, Leandro Rodrigues da Silva; BARROS, Rhafael Pereira; COSTA, Alan Carlos da&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A participação do CEMPA-Cerrado no evento reflete o papel crescente do centro na integração entre pesquisa meteorológica e demandas concretas do setor produtivo. "A parceria com o CEAGRE e o IF Goiano tem sido fundamental para aproximar as ferramentas de previsão e monitoramento atmosférico das decisões do campo", destaca a equipe do CEMPA.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como participar&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O evento é realizado na sede do CEAGRE, em Rio Verde (Rua das Turmalinas, esq. com Av. Jerônimo Martins). As inscrições podem ser feitas pelo &lt;a href="https://eventos.ifgoiano.edu.br/ceagre2026/"&gt;portal oficial do evento&lt;/a&gt;. A programação completa, incluindo as palestras do 1o ISCAR, as mesas redondas e o roteiro do Dia de Campo do LEAV, está disponível no mesmo endereço.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 16 May 2026 09:08:20 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/201031-cempa-cerrado-marca-presenca-no-maior-evento-de-agrometeorologia-e-agricultura-tropical-do-centro-oeste</link>
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      <title>CEMPA-Cerrado alerta para formação de El Niño forte em 2026 e riscos climáticos para Goiás</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Elnino" title="Elnino" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/El_Nino_2026.jpg?1777132514" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Análise do Sistema Integrado de Informações Agrometeorológicas do Sudoeste Goiano (SIAG CEAGRE-CEMPA) aponta alta probabilidade de El Niño forte a partir do inverno de 2026, com impactos significativos na distribuição das chuvas e na safra 2026/27 no Centro-Oeste.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/El_Nino_2026.jpg" alt="Elnino" width="1016" height="552" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), da Universidade Federal de Goiás (UFG), divulgou análise técnica do Sistema Integrado de Informações Agrometeorológicas do Sudoeste de Goiás (SIAG CEAGRE-CEMPA) indicando a formação de um evento de El Niño com intensidade forte ao longo de 2026. Os dados mostram que, a partir do inverno no Hemisfério Sul, as probabilidades de ocorrência do fenômeno superam 80% e devem se manter elevadas durante toda a estação chuvosa, período crítico para a agricultura regional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é o El Niño e por que acompanhá-lo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O El Niño é a fase positiva do sistema ENOS (El Niño–Oscilação Sul), fenômeno climático de escala global associado ao aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da Linha do Equador. Quando esse aquecimento ocorre, ele altera a circulação atmosférica em grande escala e produz efeitos conhecidos como teleconexões: mudanças no regime de chuvas, temperatura e extremos meteorológicos em regiões distantes do Pacífico, incluindo o Brasil Central.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o Centro-Oeste e, em especial, para o sul, sudoeste e oeste de Goiás, eventos de El Niño estão historicamente associados a atraso no início das chuvas, maior frequência de veranicos, recentemente  maios frequência de ondas de calor e distribuição irregular da precipitação ao longo da estação chuvosa. Por isso, seu monitoramento antecipado é essencial para o planejamento agrícola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sinais consistentes de aquecimento no Pacífico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A análise integra dados dos dois principais centros internacionais de previsão do ENOS: o Centro de Previsão Climática da NOAA (CPC) e o Instituto Internacional de Pesquisa em Clima e Sociedade da Universidade de Columbia (IRI). Ambos registram padrão semelhante: no trimestre de abril, maio e junho, as probabilidades de El Niño já saltam de cerca de 20% para mais de 60%, e a partir do inverno ultrapassam 80 a 90%, com valores igualmente elevados mantidos até o início do verão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Complementando esse quadro, dados semanais de temperatura da superfície do mar (TSM) registram aquecimento contínuo e organizado ao longo do equador na região Niño 3.4, o principal termômetro do ENOS. O padrão zonal das anomalias positivas observado entre meados de março e meados de abril de 2026 indica acoplamento progressivo entre oceano e atmosfera, mecanismo característico dos eventos mais intensos, como os de 1997/98 e 2015/16.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intensidade: o CEMPA-Cerrado projeta El Niño forte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;As rodadas de modelos de abril de 2026 mostram aumento nas anomalias projetadas de TSM em relação às rodadas de março, com a média dos modelos indicando valores superiores a +2,5°C na região Niño 3.4, e alguns modelos chegando a +3,5°C. A tendência de aquecimento progressivo entre rodadas consecutivas é um sinal clássico de fortalecimento do acoplamento oceano-atmosfera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão do CEMPA-Cerrado adota posição mais conservadora: a intensidade esperada é de El Niño forte, com anomalias do índice RONI (Relative Oceanic Niño Index) entre 1,5°C e 2,0°C. O RONI é um indicador mais refinado do que o índice ONI tradicional, pois desconta o efeito do aquecimento global de longo prazo e avalia o aquecimento do Pacífico em relação ao restante dos oceanos tropicais, permitindo separar o sinal natural do ENOS da tendência climática de fundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale ressaltar que eventos mais intensos não produzem automaticamente impactos maiores. O que a maior intensidade indica é que determinados efeitos adversos se tornam mais prováveis, embora não certos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inverno, primavera e verão: o que esperar em Goiás&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;A análise detalha o comportamento esperado para cada estação. Durante o inverno (junho a agosto), o efeito direto do El Niño é mais limitado, mas já tende a reduzir a frequência de frentes frias, elevar as temperaturas acima da média e agravar o déficit hídrico do solo antes do plantio. A equipe chama atenção para um risco específico: em eventos anteriores, o SIAG identificou episódios de precipitação intensa e anômala no final do período seco, que geraram falsa expectativa sobre o adiantamento das chuvas. Os produtores devem aguardar as atualizações do sistema antes de antecipar o plantio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na primavera (setembro a novembro), período decisivo para o estabelecimento das lavouras de verão, o El Niño tende a atrasar ou tornar irregular o início da estação chuvosa, impactando diretamente o calendário agrícola da soja e do milho. A análise aponta também aumento na frequência de veranicos, com períodos de 7 a 15 dias sem chuva, e alta probabilidade de ocorrência de ondas de calor entre agosto e dezembro de 2026. No El Niño de 2023–2024, a região monitorada pelo SIAG registrou quatro ondas de calor entre setembro e dezembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No verão (dezembro a fevereiro), mesmo que o total acumulado de chuva se aproxime da média histórica, a distribuição tende a ser irregular: eventos intensos concentrados em poucos dias alternam com períodos secos prolongados, elevando os riscos de estresse hídrico, erosão e incidência de doenças fúngicas em cultivos. As temperaturas mais altas associadas ao El Niño também intensificam a evapotranspiração, aumentando a demanda hídrica das plantas, aspecto especialmente crítico em solos com menor capacidade de retenção de água.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alto risco meteorológico para a safra 2026/27&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O conjunto das evidências aponta para um cenário de alto risco meteorológico para a safra 2026/27 no Centro-Oeste, caso o El Niño se confirme com intensidade moderada a forte. O SIAG CEAGRE-CEMPA reforça a recomendação de acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas operacionais e sugere o uso de cultivares mais resistentes à seca nas regiões do sudoeste, sul e oeste goiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O monitoramento integrado realizado pelo SIAG, combinando índices climáticos, modelos dinâmicos e dados observacionais, continuará sendo atualizado ao longo dos próximos meses para apoiar produtores rurais, gestores públicos e demais tomadores de decisão no planejamento frente ao cenário que se avizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acompanhar as informações publicadas pelo SIAG acessar o grupo de whatsapp do sistema fazendo a leitura  do seguinte QR: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/qr_grupo.jpg" alt="Qr_grupo_SIAG" width="375" height="528" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 25 Apr 2026 13:04:08 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/200441-cempa-cerrado-alerta-para-formacao-de-el-nino-forte-em-2026-e-riscos-climaticos-para-goias</link>
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