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    <title>CEMPA</title>
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      <title>CEMPA divulga previsão subsazonal: calor e chuvas isoladas devem predominar em Goiás até fim de setembro</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Subsazonal set out" title="Subsazonal set out" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.39.59.png?1789216857" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim aponta mudança de padrão a partir do dia 24, com concentração das chuvas no norte do estado e tendência de volumes acima da média na RMG (Região Metropolitana de Goiânia) no início de outubro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.39.59.png" alt="Subsazonal set out" width="693" height="311" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado&lt;/strong&gt;) divulgou nesta sexta-feira (11/09) o boletim de previsão subsazonal para o período de 11 de setembro a 8 de outubro de 2026. O documento indica que o calor e as pancadas de chuva isoladas devem continuar marcando o tempo em Goiás nas próximas semanas, sobretudo nas regiões sudoeste, sul e na Região Metropolitana de Goiânia (RMG), mesmo com condições do El Niño já estabelecidas no Oceano Pacífico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o boletim, esse padrão deve começar a mudar a partir de 24 de setembro, quando é esperada uma redução na frequência e na abrangência das chuvas nessas áreas, enquanto os maiores volumes passam a se concentrar na porção norte do estado. Já para a primeira semana de outubro, as projeções apontam para uma precipitação ligeiramente acima da média climatológica na RMG, cenário que, por se tratar de um horizonte de previsão mais distante, ainda apresenta maior grau de incerteza e pode ser ajustado conforme a atualização dos modelos meteorológicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Niño e Oscilação Madden-Julian influenciam o cenário&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim destaca que as anomalias positivas da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Pacífico tropical permanecem elevadas, caracterizando a atuação do El Niño, que pode ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses. Além do El Niño, a variabilidade atmosférica em escala intrassazonal também tem influenciado a distribuição das chuvas no Brasil, com destaque para a Oscilação Madden-Julian (OMJ). A Oscilação Madden-Julian (OMJ) é como uma "onda" de nuvens e chuvas que se forma perto do Equador e viaja lentamente ao redor do planeta, dando a volta completa em cerca de 30 a 60 dias. Ela avança em oito fases, hoje está na fase 7, caminhando para as fases 8 e 1, e, dependendo de onde essa onda está posicionada, ela pode empurrar mais umidade e instabilidade para certas regiões do globo, incluindo partes do Brasil e de Goiás, ou, ao contrário, inibir as chuvas em outras. Por isso, mesmo com um fenômeno de longo prazo como o El Niño em curso, a OMJ funciona como um ajuste de curto prazo que ajuda a explicar por que períodos de chuva mais intensa ou de tempo mais seco podem se alternar ao longo de poucas semanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 11 a 20 de setembro: bloqueio atmosférico e posteriormente instabilidade atmosférica&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.40.28.png" alt="Subsazonal 11 a 20 set" width="618" height="332" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um sistema de alta pressão deve atuar sobre Goiás até o dia 14 de setembro, mantendo um bloqueio atmosférico responsável pelo predomínio de tempo seco e estável na maior parte do estado, incluindo a RMG. A partir do dia 15, no entanto, a aproximação de uma frente fria deve provocar aumento da instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva isoladas, rajadas de vento e descargas atmosféricas, principalmente nas regiões sudoeste, sul e central, incluindo a RMG. Entre os dias 17 e 20, a combinação de temperaturas elevadas com maior umidade deve manter as áreas de instabilidade e favorecer novos episódios de chuva em diferentes pontos do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 21 a 30 de setembro: chuvas isoladas no sul e trégua a partir do dia 24&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.40.53.png" alt="Subsazonal 21 a 30 set" width="678" height="356" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre os dias 21 e 23 de setembro, não se descarta a ocorrência de pancadas de chuva isoladas nas regiões sul, sudoeste e central de Goiás, com destaque para Rio Verde, Jataí, Santa Helena de Goiás e áreas da RMG, associadas à passagem de uma nova frente fria. A partir do dia 24, contudo, a tendência é de maior concentração das chuvas na porção norte do estado, enquanto o sul, o sudoeste e o centro devem registrar redução da instabilidade e um período de trégua nas precipitações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;De 1º a 8 de outubro: tendência de chuvas acima da média na RMG, com incerteza maior&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-09-12_a%CC%80s_09.43.33.png" alt="Subsazonal 1 a 8 out" width="679" height="351" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a primeira semana de outubro, as projeções indicam tendência de mais chuvas na RMG, sugerindo volumes acumulados ligeiramente acima da média histórica que, para o período é de aproximadamente 27,1 mm em Aragarças, 31,3 mm em Catalão, 39,3 mm em Goiânia, 36,3 mm em Jataí e 34,6 mm em Rio Verde. O CEMPA-Cerrado reforça, no entanto, que por se tratar de um horizonte temporal mais longo, esse cenário deve ser interpretado como uma tendência, e não como uma previsão certa: quanto maior a antecedência, maiores as incertezas quanto à distribuição espacial, ao momento de ocorrência e à intensidade das chuvas, o que pode levar a ajustes nas próximas atualizações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre a previsão subsazonal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim subsazonal é um dos produtos do CEMPA-Cerrado, elaborado com o suporte de plataformas numéricas de previsão do tempo e clima operadas pelo centro, em parceria com a SECTI, Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás. A publicação integra o conjunto de ferramentas de monitoramento ambiental do CEMPA para o estado de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim completo está disponível no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_subsazonal_cempa_10092026.pdf"&gt;site do CEMPA-Cerrado&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 12 Sep 2026 09:44:33 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204353-cempa-divulga-previsao-subsazonal-calor-e-chuvas-isoladas-devem-predominar-em-goias-ate-fim-de-setembro</link>
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    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Agosto de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Figura Agosto" title="Figura Agosto" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-09-08_18-45-15.png?1788903963" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para agosto em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p data-start="395" data-end="1041"&gt;O mês de agosto de 2026 foi marcado pelo fortalecimento das condições típicas da estação seca em Goiás. Durante grande parte do mês, o ar seco e quente predominou sobre o Brasil Central, mantendo o tempo firme, com poucas nuvens, forte presença de sol e baixos índices de umidade relativa do ar. O calor intenso também ganhou destaque, principalmente próximo ao dia 10 e nos últimos dias do mês, quando foram registradas temperaturas excepcionalmente elevadas em diferentes regiões do estado. A persistência do tempo seco contribuiu ainda para o ressecamento da vegetação, o aumento do risco de incêndios e queimadas e a piora da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1043" data-end="1551"&gt;Entre os dias 01 e 09/08, o tempo permaneceu firme e seco em Goiás, com predomínio de sol e poucas nuvens. As tardes foram quentes, enquanto as madrugadas e manhãs apresentaram temperaturas mais amenas, resultando em grande diferença entre as temperaturas mínimas e máximas ao longo do dia. Com a intensificação do ar seco e quente, as temperaturas máximas aumentaram gradualmente e a umidade relativa do ar diminuiu durante as tardes, principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Norte do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1553" data-end="2496"&gt;Entre os dias 10 e 16/08, uma intensa massa de ar quente e seco sobre o Brasil Central provocou temperaturas muito elevadas e índices críticos de umidade relativa do ar em Goiás. No dia 10/08, o núcleo de ar mais quente e seco estava concentrado entre o norte de Goiás, leste de Mato Grosso, sul do Tocantins e norte de Minas Gerais. O município de Goiás registrou máxima de 41,4 °C, a maior temperatura observada no Brasil naquele dia. São Miguel do Araguaia atingiu 41,1 °C, enquanto Aragarças também registrou temperatura na casa dos 40 °C. Em Goiânia, a máxima chegou a 38,3 °C, estabelecendo, naquele momento, um novo recorde de temperatura para agosto na estação meteorológica do INMET. Além do calor intenso, a umidade relativa do ar atingiu valores muito baixos, chegando a 12% no município de Goiás. Nos dias seguintes, o tempo continuou firme, quente e seco, mantendo elevado o risco de incêndios e queimadas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2498" data-end="3027"&gt;Entre os dias 17 e 23/08, o tempo permaneceu predominantemente firme, quente e seco em grande parte de Goiás. A forte presença de sol manteve as temperaturas elevadas durante as tardes, enquanto a umidade relativa do ar continuou baixa em diferentes áreas do estado. A ausência de chuvas significativas contribuiu para o ressecamento da vegetação e para o aumento do risco de incêndios e queimadas. O tempo seco também dificultou a dispersão dos poluentes, favorecendo o aumento da concentração de material particulado no ar.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3029" data-end="3853"&gt;Entre os dias 24 e 27/08, houve uma mudança temporária nas condições do tempo em parte de Goiás. Nos dias 24 e 25/08, o enfraquecimento do ar seco e a chegada de maior umidade proveniente do oceano favoreceram o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas fracas e isoladas em Goiânia e na Região Metropolitana. Nos dias 26 e 27/08, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil contribuiu para o aumento da umidade e da nebulosidade nas regiões Sul e Sudoeste de Goiás, onde também foram registradas chuvas fracas e isoladas. De modo geral, os volumes de chuva foram baixos e distribuídos de forma irregular, não sendo suficientes para alterar o padrão seco predominante no estado. Após esse período, o retorno do tempo mais seco e estável favoreceu uma rápida elevação das temperaturas máximas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3855" data-end="4320"&gt;Entre os dias 28 e 31/08, Goiás voltou a registrar um período de calor intenso, com temperaturas excepcionalmente elevadas em diferentes regiões do estado. O predomínio de ar seco e quente, associado à forte presença de sol e à baixa cobertura de nuvens, favoreceu uma rápida elevação das temperaturas máximas. No Sudoeste do estado, foram registrados quatro dias consecutivos com temperaturas máximas pelo menos 5 °C acima da média climatológica de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="4322" data-end="4836"&gt;No dia 31/08, Goiânia registrou máxima de 39,7 °C na estação meteorológica convencional do INMET, superando os 38,3 °C observados no dia 10 e estabelecendo um novo recorde de temperatura máxima para agosto. Em Rio Verde, a estação do INMET, que possui a série histórica mais longa utilizada como referência no município, registrou 38,2 °C no mesmo dia, superando o antigo recorde de 36,2 °C para agosto e estabelecendo também a maior temperatura registrada em 2026 nessa estação até aquele momento.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:46:43 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204254-boletim-climatico-mensal-agosto-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado prevê chuvas em setembro, mas El Niño muito forte deve contribuir para temperaturas elevadas e chuvas irregulares em Goiás até o verão</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="trimestre SON" title="trimestre SON" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-29_a%CC%80s_19.12.11.png?1788041681" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim subsazonal, com horizonte de 28 de agosto a 24 de setembro, aponta probabilidade de chuvas no período sobre o sudoeste goiano e a Região Metropolitana de Goiânia; boletim sazonal, para o trimestre setembro-outubro-novembro, confirma consolidação de um El Niño de intensidade muito forte, com impacto sobre chuvas e temperaturas até o início de 2027&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), divulgou nesta quinta-feira (27/08) seus boletins subsazonal e sazonal, com as projeções climáticas para o estado de Goiás nas próximas semanas e meses. Os documentos apontam aumento gradual da instabilidade atmosférica na primeira quinzena de setembro, ao mesmo tempo em que confirmam a consolidação de um episódio de El Niño de intensidade muito forte, que deve seguir influenciando o clima do Brasil Central até o início de 2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chuvas voltam no sudoeste goiano, mas calor segue acima da média&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-29_a%CC%80s_19.11.40.png" alt="setembro" width="1040" height="419" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o boletim subsazonal, que cobre o período de 28 de agosto a 24 de setembro, as condições atmosféricas sobre Goiás devem passar por uma transição gradual, com aumento da instabilidade e da frequência das precipitações — principalmente entre o sudoeste do estado e a Região Metropolitana de Goiânia (RMG). O cenário deve ser favorecido pela atuação da Oscilação Madden-Julian (MJO) nas fases 8 e 1, conhecidas por intensificar a atividade convectiva sobre o Brasil Central, em conjunto com um episódio de El Niño em intensificação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O período foi detalhado em duas fases:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;28 de agosto a 14 de setembro:&lt;/strong&gt; os últimos dias de agosto (28 a 31/08) ainda devem manter o tempo seco, sem chuvas e com temperaturas elevadas. A partir de setembro, no entanto, a RMG deve atravessar maior instabilidade atmosférica na primeira quinzena, com possibilidade de precipitações entre 5 mm e 10 mm acima da média climatológica a partir do dia 2 de setembro — momento em que o sudoeste goiano, com destaque para Rio Verde, Jataí e Santa Helena, também deve registrar volumes de chuva acima da média para o período. As temperaturas seguem em elevação, com máximas podendo chegar a 39°C nas tardes, enquanto a umidade relativa pode cair para mínimas entre 10% e 20%. Em Goiânia, as máximas devem oscilar entre 37°C e 40°C e as mínimas entre 14°C e 16°C, com média de precipitação de aproximadamente 18,3 mm para o período (24/08 a 14/09).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;15 a 24 de setembro:&lt;/strong&gt; o padrão de tempo instável deve persistir, associado à atuação da fase 1 da MJO, com anomalias positivas de chuva entre a RMG e o sudoeste goiano e média probabilidade de ocorrência de chuvas ou tempestades. As temperaturas continuam em tendência de alta, com máximas de até 41°C. A média climatológica de precipitação para o período em Goiânia é de aproximadamente 16,2 mm.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Niño muito forte deve persistir até o início de 2027&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão sazonal, referente ao trimestre setembro-outubro-novembro (SON), traz como destaque central a consolidação de um episódio de El Niño de intensidade muito forte. As probabilidades de ocorrência do fenômeno se mantêm em 100% ao longo de todo o período de setembro-outubro-novembro de 2026 a fevereiro-março-abril de 2027, com a quase totalidade dos modelos dinâmicos e estatísticos projetando anomalias de temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4 superiores a +2,5°C no trimestre SON, patamar que caracteriza um evento muito forte. O sinal de persistência também é considerado particularmente consistente entre os modelos, que apontam quase certeza de manutenção do fenômeno até o início de 2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para Goiás, um episódio de El Niño dessa intensidade tende a favorecer temperaturas acima da média climatológica, especialmente entre o final da primavera e o início do verão, além de influenciar a redução das chuvas no estado, com efeito mais acentuado sobre a RMG.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mês a mês, o boletim detalha:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setembro:&lt;/strong&gt; ainda integra o período seco em Goiás, com longos períodos de estiagem, baixa umidade relativa e predomínio de dias ensolarados, a precipitação média mensal em Goiânia é de cerca de 9,4 mm, segundo a Normal Climatológica do INMET. Ainda assim, os modelos do conjunto multimodelo indicam probabilidade próxima de 70% de precipitações acima da média em grande parte do território goiano, cenário que pode ser favorecido pela atuação da MJO nas fases 8 e 1. A probabilidade de temperaturas acima da média fica entre 80% e 90% em grande parte do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outubro:&lt;/strong&gt; acumulados de precipitação devem ficar próximos da média climatológica na maior parte de Goiás, com maior probabilidade de chuvas acima da normal nas regiões sul e sudoeste (em torno de 50%), refletindo o avanço gradual da estação chuvosa nessas áreas, ainda que com distribuição irregular, alternando períodos secos e episódios de precipitação. A probabilidade de temperaturas acima da média varia entre 70% e 90% em grande parte do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Novembro:&lt;/strong&gt; mês que, climatologicamente, marca a consolidação da estação chuvosa no Brasil Central, mas a atuação do El Niño muito forte deve favorecer distribuição espacial e temporal mais irregular das chuvas, com maior probabilidade de precipitações abaixo da média em boa parte de Goiás, sobretudo nas regiões sul, sudoeste e na RMG. A probabilidade de temperaturas acima da média permanece entre 70% e 90% em praticamente todo o território goiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o trimestre SON como um todo, o CEMPA-Cerrado projeta maior incerteza quanto ao comportamento da precipitação sobre o Brasil Central, com discreta tendência de acumulados acima da média nas regiões sul e sudoeste do estado, reflexo da transição entre o final da estação seca e a consolidação gradual da chuvosa, com frequência de chuvas aumentando progressivamente ao longo da primavera, porém intercaladas por períodos de estiagem. A probabilidade de temperaturas acima da média fica entre 80% e 90% em praticamente todo o território goiano, compatível com a persistência de um El Niño muito forte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-29_a%CC%80s_19.12.11.png" alt="trimestre SON" width="987" height="510" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre os boletins&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os boletins de previsão subsazonal e sazonal do CEMPA-Cerrado são produtos técnicos de apoio à gestão de riscos climáticos, voltados à análise das condições de tempo e clima para Goiás e áreas adjacentes em escalas de semanas a meses. São desenvolvidos no âmbito de convênio com a SECTI, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Goiás. O boletim subsazonal é emitido quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, com horizonte de até quatro semanas; o sazonal é divulgado mensalmente, projetando as tendências para o trimestre seguinte. Ambos integram modelos climáticos globais, dados observacionais e análise técnica especializada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim completo pode ser consultado no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_mensal_subsazonal_sazonal_cempa_26082026_final_do_mes.pdf"&gt;Portal CEMPA&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 29 Aug 2026 19:16:11 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/204008-cempa-cerrado-preve-chuvas-em-setembro-mas-el-nino-muito-forte-deve-contribuir-para-temperaturas-elevadas-e-chuvas-irregulares-em-goias-ate-o-verao</link>
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      <title>Cempa-Cerrado recebe liderança angolana para articular cooperação técnica e científica na área de meteorologia</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="INAMET_2" title="INAMET_2" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_6146.jpeg?1787608464" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;João Maria de Sousa Afonso, diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola, conheceu produtos e pesquisas do CEMPA-Cerrado durante dois dias de agenda em Goiânia, com foco em cooperação técnica entre países com savanas tropicais&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_6146.jpeg" alt="INAMET_2" width="1021" height="925" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;João Maria de Sousa Afonso, diretor-geral do INAMET de Angola, em reunião com o prof. Manuel Eduardo Ferreira, diretor-executivo do CEMPA-Cerrado, e o prof. Angel Domínguez Chovert, meteorologista do CEMPA-Cerrado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado recebeu, nos dias 20 e 21 de agosto, a visita de João Maria de Sousa Afonso, diretor-geral do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET). A vinda ao Brasil teve três objetivos centrais: promover o conhecimento mútuo entre as duas instituições, apresentar os produtos e soluções desenvolvidos pelo CEMPA-Cerrado e pelo INAMET, e prospectar possibilidades concretas de parceria técnico-científica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aproximação entre as duas instituições parte de uma constatação simples, mas estratégica: Angola e o Cerrado brasileiro compartilham o desafio de monitorar e prever o comportamento climático de ecossistemas de savana tropical, biomas marcados por estações secas e chuvosas bem definidas, forte sazonalidade hídrica e vulnerabilidade a queimadas. Essa semelhança ambiental abre espaço para o intercâmbio de metodologias de modelagem climática, monitoramento de qualidade do ar, previsão sazonal e gestão de risco de incêndios florestais, áreas em que o CEMPA-Cerrado já acumula experiência a partir do bioma Cerrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O que é o INAMET&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica é o órgão público responsável pelas atividades de meteorologia, geofísica, sismologia e oceanografia em Angola. Entre suas atribuições estão a previsão do tempo e clima, o monitoramento climatológico, os boletins agrometeorológicos, os avisos para a aviação e a vigilância sísmica em todo o território angolano. Segundo o próprio instituto, sua missão é contribuir para a proteção de vidas e bens e apoiar o desenvolvimento sustentável do país por meio de informação meteorológica e geofísica confiável — um propósito institucional próximo ao do CEMPA-Cerrado, ainda que em contextos geográficos e políticos distintos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dois dias de agenda entre laboratórios e diretorias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A visita começou no dia 20/8 com um roteiro dedicado ao conhecimento da estrutura científica da Universidade Federal de Goiás (UFG). Pela manhã, a comitiva conheceu o Campus Samambaia e visitou o Lapig (Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento), um dos parceiros históricos do monitoramento ambiental no Cerrado. Em seguida, a delegação foi recebida no Instituto de Física da UFG (IF/UFG), em conversa com a diretoria da unidade e apresentação de suas dependências.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;À tarde, ainda no dia 20, ocorreu o lançamento oficial de novos produtos de qualidade do ar do CEMPA-Cerrado, com a participação da vice-reitora da UFG, Camila Caixeta, e de representantes da FAPEG, da SECTI, do IF, do IESA, do INMET, do CEAGRE e do LaMCAD. A programação do dia se encerrou com uma visita às obras da futura sede do CEMPA-Cerrado e do LaMCAD no Parque Tecnológico da UFG.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_5880.png" alt="INAMET_1" width="1102" height="664" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;João Maria de Sousa Afonso, diretor-geral do INAMET de Angola em visita ao LAPIG, o Laboratório de Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento da UFG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo dia, 21, começou com uma visita à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Goiás onde também estão os representantes do INMET, o Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, seguida de uma reunião institucional dedicada a discutir possibilidades de acordos de colaboração e a Chamada ProÁfrica 2026. Nesse encontro, João Maria Afonso apresentou o INAMET, enquanto a equipe do CEMPA-Cerrado apresentou seus produtos e o portal do centro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_6050.png" alt="INAMET_4" width="999" height="760" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;João Maria de Sousa Afonso e representantes do CEMPA-Cerrado e o INMET&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Após o almoço, a comitiva visitou o LaMCAD (Laboratório Multiusuário de Computação de Alto Desempenho), guiada pelo técnico Victor Junior. A agenda foi encerrada com uma reunião entre o Comitê Gestor do CEMPA-Cerrado e representantes da UFG para analisar a prospecção de futuras parcerias, com a participação do diretor executivo do CEMPA-Cerrado, Prof. Manuel Eduardo Ferreira. O encontro discutiu a possibilidade de um acordo de intenções de colaboração entre o CEMPA-Cerrado e o INAMET.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_6084.png" alt="INAMET_3" width="855" height="1031" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;&lt;em&gt;Visita ao LaMCAD/UFG&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Avaliação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o diretor do INAMET, João Maria Afonso, a visita deixou claro "o grande potencial de cooperação entre as duas instituições, que já terá início com a formatação de projetos de pesquisa conjuntos e potencialmente com a formação de profissionais do INAMET na UFG e no CEMPA-Cerrado, inclusive em nível de mestrado e doutorado, o que suprirá uma de nossas grandes carências que ainda persistem, apesar dos importantes investimentos feitos pelo Governo de Angola no Instituto".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Angel Chovert, meteorologista do CEMPA, por sua vez, ressaltou que "o CEMPA-Cerrado também tem muito a aprender com a experiência do INAMET e que a colaboração certamente contribuirá para que o Centro se consolide como referência em conhecimento ambiental sobre o Cerrado e as savanas de modo geral".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perspectivas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A visita é vista pela direção do CEMPA-Cerrado como um primeiro passo para uma cooperação mais estruturada entre as duas instituições. Entre os próximos desdobramentos possíveis estão a formalização de um acordo de intenções de colaboração entre o CEMPA-Cerrado e o INAMET, e a articulação de projetos conjuntos por meio da Chamada ProÁfrica 2026, iniciativa de fomento à cooperação científica entre Brasil e países africanos discutida durante a visita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao aproximar dois centros técnicos responsáveis por monitorar savanas tropicais em continentes diferentes, o encontro reforça o papel do CEMPA-Cerrado não apenas como referência regional em monitoramento e previsão ambiental do Cerrado, mas como interlocutor de projeção internacional na ciência climática de biomas savânicos.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:52:57 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203812-cempa-cerrado-recebe-lideranca-angolana-para-articular-cooperacao-tecnica-e-cientifica-na-area-de-meteorologia</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Cerrado ganha três novos produtos de monitoramento ambiental desenvolvidos pelo CEMPA-Cerrado</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="lancamento2" title="lancamento2" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_1799.jpg?1787317194" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CEMPA-Cerrado lança boletim de qualidade do ar, plataforma de previsão numérica e ferramenta de monitoramento de focos de fogo ativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Evento reuniu representantes da UFG, do Governo de Goiás e de instituição internacional de meteorologia para lançamento de produtos voltados à resposta às mudanças climáticas no Cerrado&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/IMG_1799.jpg" alt="lancamento2" width="1008" height="756" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado lançou, nesta quinta-feira (20), no Auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI) da UFG, três novos produtos de monitoramento ambiental: o Boletim Semanal de Qualidade do Ar para a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), a Plataforma de Previsão de Qualidade do Ar customizada para Goiás e a versão atualizada da ferramenta online de monitoramento de focos de fogo ativo. O evento, híbrido, teve transmissão simultânea pelo Instagram do CEMPA (@cempa_cerrado) e reuniu representantes da comunidade acadêmica, do governo estadual e da imprensa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Participaram do lançamento, entre outros representantes da universidade, governo de Goiás e instituições parceiras, a vice-reitora da UFG, Profa. Camila Caixeta, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto; o diretor de Programas e Monitoramento da FAPEG, Vanderlei Veget Cassiano Lopes; a diretora do Instituto de Estudos Socioambientais (IESA/UFG), Profa. Eliana Barbosa; o coordenador geral do LaMCAD, Prof. Herbert de Castro Georg; e João Maria de Sousa Afonso, diretor do Instituto Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMT), que acompanhou o evento como representante internacional. Pela SECTI-GO, estiveram também presentes, Raphael dos Santos Veloso Martins, subsecretário de Inovação e Desenvolvimento Sustentável, Márcia Pires Lobo, gerente de CTI para Sustentabilidade, Lara Mota Corinto, analista de sustentabilidade e Felipe Junqueira Mariano, líder de área.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Três frentes, uma mesma urgência: o clima do Cerrado em transformação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os três produtos lançados respondem a uma pressão crescente sobre o bioma: o avanço das mudanças climáticas combinado aos efeitos do El Niño, fenômeno que historicamente intensifica a estiagem, eleva as temperaturas e amplia a incidência de queimadas no Centro-Oeste brasileiro. Para Goiás — e particularmente para a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), onde a fumaça de incêndios se soma à poluição urbana —, esse cenário tem se traduzido em episódios cada vez mais frequentes de comprometimento da qualidade do ar, com impacto direto sobre a saúde da população.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É nesse contexto que o CEMPA-Cerrado amplia sua atuação — historicamente concentrada em modelagem meteorológica e climática de média e longa duração — para consolidar uma nova frente permanente de monitoramento e previsão da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim de Qualidade do Ar: fruto de convênio com a SECTI-GO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo Boletim Semanal de Qualidade do Ar passa a integrar, de forma complementar, os já consolidados Boletins Meteorológicos do CEMPA-Cerrado. O produto é fruto direto do convênio de cooperação entre o CEMPA e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), que sustenta a estrutura de governança tripartite do Centro ao lado da UFG e do INPE. Ele passa a oferecer à população da RMG informações regulares e tecnicamente qualificadas sobre os níveis de poluição atmosférica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em sua fala no lançamento, o secretário José Frederico Lyra Netto destacou o papel da parceria entre a Secti e o CEMPA na entrega desse novo produto que se soma aos boletins meteorlógicos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Os boeltins são fruto de um investimento estratégico do Governo de Goiás na ciência e na capacidade do estado de antecipar respostas aos desafios climáticos. A parceria com o CEMPA mostra o que é possível quando o poder público e a universidade trabalham juntos."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monitoramento de focos de fogo: mais precisão para um Cerrado sob pressão do fogo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Completou o pacote de lançamentos a versão atualizada da ferramenta online de monitoramento de focos de fogo ativo, que reprocessa dados de satélite da NASA e do INPE para acompanhar a ocorrência de incêndios no bioma. Em ano de El Niño, quando a estiagem prolongada eleva o risco de queimadas, a atualização reforça a capacidade de órgãos ambientais e brigadas para se planejarem e previnirem a ocorrência de incêndios que impactam a biodiversidade e contribuem de forma decisiva para piorar a qualidade do ar no estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciência a serviço do Cerrado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o diretor executivo do CEMPA-Cerrado, Prof. Manuel Eduardo Ferreira, os três lançamentos consolidam um novo eixo permanente de atuação do Centro:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"Esses produtos representam um salto na capacidade do CEMPA de transformar pesquisa em informação útil para a sociedade. Não se trata apenas de ampliar nosso portfólio, mas de consolidar a qualidade do ar como uma frente estruturante do nosso trabalho, ao lado da meteorologia e da climatologia que já são nossa marca."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O diretor de Programas e Monitoramento da FAPEG, Naderlei Veget Cassiano Lopes, ressaltou que o avanço do CEMPA se conecta diretamente à política de centros de excelência da fundação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;"O CEMPA é um exemplo concreto do que a política de centros de excelência da FAPEG busca fomentar: capacidade científica de ponta, gerada em Goiás, que se converte em serviço direto para a população. Os produtos lançados hoje mostram o retorno desse investimento em pesquisa de longo prazo."&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A presença de representantes internacionais no lançamento, como o diretor do Instituto de Geofísica e Meteorologia de Angola, sinalizou o interesse crescente de outras regiões do mundo pelo modelo de monitoramento ambiental desenvolvido a partir da parceria entre UFG, INPE e Governo de Goiás.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:01:23 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203752-cerrado-ganha-tres-novos-produtos-de-monitoramento-ambiental-desenvolvidos-pelo-cempa-cerrado</link>
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    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado lança novos produtos de qualidade do ar e monitoramento de queimadas</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Ar" title="Ar" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Gemini_Generated_Image_fw79mffw79mffw79.jpeg?1787054859" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: 400;"&gt;Iniciativas reforçam a capacidade de resposta de Goiás e da Região Metropolitana de Goiânia às mudanças climáticas em ano de El Niño; boletim de qualidade do ar nasce de convênio com a Secti-GO&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Gemini_Generated_Image_s8mcums8mcums8mc.jpeg" alt="Ar2" width="881" height="881" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado) lança, no dia 20 de agosto, a partir das 15h, três novos produtos voltados ao monitoramento ambiental de Goiás: a Plataforma de Previsão de Qualidade do Ar customizada para o estado, os Boletins Semanais de Qualidade do Ar e uma nova versão da ferramenta online de monitoramento de focos de fogo ativo. O evento de lançamento será híbrido, com sessão presencial no Auditório da PRPI (Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação da UFG), no Parque Tecnológico, Campus Samambaia, e transmissão simultânea pelo Instagram do CEMPA (@cempa_cerrado).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Voltado à comunidade acadêmica, a parceiros governamentais e à imprensa, o lançamento contará com a participação da vice-reitora da UFG, Profa. Camila Cardoso Caixeta; do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), Prof. Marcos Arriel; do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), José Frederico Lyra Netto; e de João Maria de Sousa Afonso, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET), em uma demonstração do alcance internacional do trabalho desenvolvido no Cerrado goiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Três frentes, uma mesma urgência: o clima do Cerrado em transformação&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os três produtos lançados respondem a uma mesma pressão crescente sobre o bioma: o avanço das mudanças climáticas combinado aos efeitos do El Niño, fenômeno que historicamente intensifica a estiagem, eleva as temperaturas e amplia a incidência de queimadas no Centro-Oeste brasileiro. Para Goiás — e particularmente para a Região Metropolitana de Goiânia (RMG), onde a fumaça de incêndios se soma à poluição urbana —, a combinação tem se traduzido em episódios cada vez mais frequentes de comprometimento da qualidade do ar, com impacto direto sobre a saúde respiratória e cardiovascular da população.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É nesse cenário que o CEMPA-Cerrado amplia sua atuação, historicamente concentrada em modelagens atmosféricas que derivam em previsões numéricas de tempo e clima de média e longa duração, para consolidar uma nova frente de monitoramento e previsão da qualidade do ar — eixo que passa a integrar, de forma permanente, o conjunto de serviços do Centro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Plataforma de Previsão: inteligência preditiva feita a partir de modelagem do INPE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A nova plataforma de previsão da qualidade do ar para Goiás utiliza o modelo atmosférico  JULES-BRAMS, já utilizado para as previsões meteorológicas, acionando também sua componente de química atmosférica. O CEMPA-Cerrado desenvolveu um sistema operacional — possível graças ao investimento em capacidade computacional no LAMCAD, o Laboratório de Computação Avançada do Brasil Central, também pertencente à UFG — que agora permite atualizar e disponibilizar todos os dias os mapas das previsões de qualidade do ar que, além de tudo, ficarão disponíveis no site do CEMPA-Cerrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essas previsões a partir do modelo são a base dos boletins que passam a ser oferecidos semanalmente em parceria com a SECTI.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Boletim Semanal de Qualidade do Ar: um serviço público fruto da parceria com a Secti&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-18_a%CC%80s_09.14.27.png" alt="Boletimar" width="347" height="355" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os novos Boletins Semanais de Qualidade do Ar passam a integrar, de forma complementar, os já consolidados Boletins Meteorológicos do CEMPA-Cerrado. O produto é fruto direto do convênio de cooperação entre o CEMPA e a Secti, que desde 2023 sustenta a estrutura de governança tripartite do Centro, ao lado da UFG e do INPE, e que, mais recentemente, ampliou o apoio financeiro à aceleração de produtos de qualidade do ar, sobretudo para os períodos críticos de queimadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Boletim oferece previsão semanal, com informações detalhadas da qualidade do ar para a RMG, incluindo possíveis eventos de má qualidade do ar e previsões para as concentrações dos principais poluentes, especialmente material particulado, ozônio, monóxido de carbono e outros gases que podem afetar a saúde da população quando presentes em alta concentração. O boletim vai trazer, portanto, para a população da RMG, informações regulares e tecnicamente qualificadas sobre os níveis de poluição atmosférica, permitindo que órgãos de saúde, gestores públicos e cidadãos antecipem respostas a episódios de piora na qualidade do ar — especialmente relevante nos meses de maior incidência de queimadas no Cerrado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Monitoramento de queimadas: mais precisão para um Cerrado sob pressão do fogo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Completa o pacote de lançamentos a nova versão da ferramenta online de monitoramento de focos de fogo ativo, que reprocessa dados de satélite da NASA e do INPE para acompanhar em tempo real as estatísticas relacionadas à ocorrência de incêndios no bioma Cerrado. Em um ano de El Niño — quando a estiagem prolongada eleva significativamente o risco de queimadas —, a atualização da ferramenta reforça a capacidade de órgãos ambientais, brigadas e gestores públicos de identificar e responder rapidamente a focos de incêndio, com potencial de reduzir danos ambientais e à saúde pública.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Essa nova versão permite analisar os dados de fogo por município e também o registro histórico de queimadas para períodos mais longos, além de ter uma interface mais intuitiva e maior diversidade de informações.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ciência a serviço do Cerrado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao integrar modelo de previsão, boletim e monitoramento de queimadas em um mesmo eixo de atuação, o CEMPA-Cerrado reafirma seu papel como infraestrutura científica estratégica para Goiás e para o Cerrado: um centro que não apenas informa, mas antecipa cenários e subsidia decisões de política pública em um dos biomas mais ameaçados pelas mudanças climáticas no Brasil. A presença de representantes internacionais no lançamento, como o diretor do INAMET de Angola, sinaliza ainda o interesse crescente de outras regiões do mundo pelo modelo de monitoramento ambiental desenvolvido a partir da parceria entre UFG, INPE e Governo de Goiás.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Tue, 18 Aug 2026 09:17:04 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203642-cempa-cerrado-lanca-novos-produtos-de-qualidade-do-ar-e-monitoramento-de-queimadas</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Julho de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Boletim Climático Mensal - Julho de 2026" title="Boletim Climático Mensal - Julho de 2026" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-08-13_16-03-28.png?1786647928" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para julho em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;O mês de julho de 2026 foi marcado pelas condições típicas da estação seca em Goiás. Durante grande parte do mês, a presença de massas de ar seco sobre o Brasil Central manteve o tempo firme, com predomínio de sol, poucas nuvens e baixos índices de umidade relativa do ar. Além disso, um bloqueio atmosférico dificultou o avanço das frentes frias para o interior do país, mantendo as chuvas concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Ao longo do mês, as temperaturas aumentaram gradualmente, principalmente na segunda quinzena, enquanto o tempo cada vez mais seco contribuiu para o aumento das queimadas e para a piora da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 01 e 10/07, uma massa de ar seco predominou sobre Goiás, mantendo o tempo firme, com sol e poucas nuvens. As manhãs e madrugadas apresentaram temperaturas mais amenas, enquanto as tardes permaneceram mais quentes. Essa diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde resultou em grande amplitude térmica diária, superando 15 °C em diversas localidades. A umidade relativa do ar também diminuiu durante as tardes, principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul do estado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 11 e 13/07, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil provocou aumento temporário da nebulosidade em áreas do Sul e Sudoeste de Goiás. Em algumas localidades ocorreram pancadas de chuva fracas e isoladas, com baixos volumes. As chuvas foram pontuais e não alteraram de forma significativa o padrão seco predominante no estado. Após esse período, o tempo voltou a ficar firme.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 14 e 20/07, o tempo seco voltou a predominar em praticamente todo o estado. A presença da massa de ar seco e do bloqueio atmosférico sobre o Brasil Central dificultou a chegada de novas frentes frias. As temperaturas apresentaram elevação gradual, principalmente durante as tardes, enquanto a umidade relativa do ar continuou diminuindo. Essas condições aumentaram gradualmente o risco de queimadas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 21 e 27/07, ocorreu o período mais quente e seco do mês. A partir do dia 20, as temperaturas máximas ficaram cerca de 2 °C a 3 °C acima da média para o período em diversas regiões de Goiás. Ao mesmo tempo, a umidade relativa do ar atingiu valores inferiores a 30%, principalmente nas regiões Sul, Sudoeste e Oeste. Entre os dias 24 e 26/07, a passagem de uma frente fria pelo Sudeste do Brasil aumentou temporariamente a quantidade de nuvens e favoreceu a ocorrência de chuvas fracas e isoladas em alguns municípios do Sul e Sudoeste goiano. Apesar dessas chuvas, o tempo seco continuou predominando. A baixa umidade, as temperaturas elevadas e a vegetação seca também favoreceram o aumento das queimadas e contribuíram para a piora da qualidade do ar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 28 e 31/07, uma massa de ar seco continuou atuando sobre Goiás. O período apresentou predomínio de sol, poucas nuvens e baixos índices de umidade relativa do ar. As temperaturas permaneceram elevadas durante as tardes e acima da média para o período em diversas localidades, mantendo as características de tempo quente e seco observadas na segunda metade do mês.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Em resumo, julho de 2026 foi marcado pelo predomínio de tempo firme e seco em Goiás, com poucas ocorrências de chuva. As manhãs foram, em geral, mais amenas, enquanto as tardes apresentaram temperaturas elevadas e baixos índices de umidade relativa do ar. A partir do dia 20, as temperaturas máximas ficaram cerca de 2 °C a 3 °C acima da média para o período, enquanto a umidade relativa do ar atingiu valores inferiores a 30%, principalmente nas regiões Sul, Sudoeste e Oeste.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Entre os dias 24 e 26 de julho, a influência de uma frente fria que avançou pelo Sudeste do Brasil favoreceu a ocorrência de chuvas fracas e isoladas em áreas do Sul e Sudoeste goiano, mas sem volumes suficientes para modificar o cenário de tempo seco.&lt;/p&gt;
&lt;p class="isSelectedEnd"&gt;Com o avanço da estação seca, a combinação entre temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação mais seca aumentou as condições favoráveis à ocorrência e propagação de queimadas. A fumaça e o aumento de partículas em suspensão também contribuíram para a piora da qualidade do ar em algumas regiões do estado, principalmente na Região Metropolitana de Goiânia e em áreas com maior ocorrência de incêndios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De forma geral, julho apresentou as características típicas do inverno em Goiás, com predomínio de sol, poucas chuvas, grande diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde e baixos índices de umidade relativa do ar. Na segunda metade do mês, o calor e o tempo seco se intensificaram, indicando a continuidade dessas condições no início de agosto.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 13 Aug 2026 16:05:50 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203556-boletim-climatico-mensal-julho-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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    </item>
    <item>
      <title>CEMPA-Cerrado divulga boletim subsazonal com alerta para calor extremo e risco de queimadas em Goiás até setembro</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Domino" title="Domino" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-06_a%CC%80s_17.26.55.png?1786048176" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;El Niño de moderada intensidade deve manter tempo seco e temperaturas elevadas no estado; frente fria entre Rio Verde e Jataí pode intensificar ventos e favorecer propagação de incêndios entre 7 e 8 de agosto&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-06_a%CC%80s_17.27.28.png" alt="Highlights" width="1091" height="572" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O CEMPA-Cerrado (Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado) divulgou, nesta quinta-feira (06/08), o &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_subsazonal_cempa_06082026.pdf"&gt;boletim de previsão subsazonal&lt;/a&gt; para o estado de Goiás, com validade entre 7 de agosto e 3 de setembro de 2026. O documento, produzido pela equipe de meteorologia do centro, no âmbito do convênio com a SECTI-GO, indica a manutenção de um cenário de calor intenso e baixa umidade ao longo de todo o período, associado a um episódio de El Niño classificado como de moderada intensidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Oceano aquecido intensifica o calor no Centro-Oeste&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com o boletim, os índices de monitoramento da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) confirmam a persistência de um El Niño forte no Pacífico Equatorial. O Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) já atingiu aproximadamente +1,0°C, no limiar da categoria moderado, enquanto o Índice Oceânico Niño (ONI) permanece em patamares típicos de um evento fortee. A velocidade com que essas anomalias se estabeleceram em 2026 chama atenção dos pesquisadores: o aquecimento avançou mais rápido do que em grandes eventos históricos, como os de 1982/83, 1997/98, 2015/16 e 2023/24.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esse aquecimento anômalo das águas do Pacífico funciona como o gatilho de uma cadeia de efeitos que chega até Goiás. O calor extra no oceano favorece a formação de um bloqueio atmosférico — um "escudo" de ar seco — sobre a região central do Brasil, que impede a chegada de nuvens de chuva e retém o ar quente sobre o estado. O resultado prático é um padrão de altas temperaturas e baixa umidade que deve prevalecer nas próximas semanas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a Região Centro-Oeste, os impactos do El Niño tendem a ser menos intensos do que nas regiões Sul e Norte do país. Ainda assim, a precipitação deve ficar próxima ou levemente acima da média histórica em algumas áreas, especialmente mais adiante, na primavera, enquanto as temperaturas do ar devem seguir acima do normal, favorecendo episódios de ondas de calor entre o fim do inverno e o início da primavera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-06_a%CC%80s_17.26.55.png" alt="Domino" width="1061" height="447" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Risco de queimadas entre Rio Verde e Jataí&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ponto de maior atenção do boletim está concentrado no primeiro trecho do período analisado. Entre os dias 7 e 8 de agosto, a aproximação de uma frente fria pelo Sul do país — que não deve trazer chuva a Goiás — pode provocar rajadas de vento na região entre os municípios de Rio Verde e Jataí. Combinada à vegetação seca característica do período, essa intensificação dos ventos aumenta o potencial de propagação rápida de incêndios em áreas de plantação e de cerrado, além de dificultar o trabalho das equipes de combate a incêndios florestais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como fica o tempo nas próximas semanas&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-08-06_a%CC%80s_17.27.05.png" alt="Fases" width="1092" height="423" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim subsazonal divide o período em três fases:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 1 — 7 a 17 de agosto (11 dias):&lt;/strong&gt; predomínio de estabilidade atmosférica e baixa umidade, com alta probabilidade de dias consecutivos sem chuva e elevado potencial para queimadas. Na Região Metropolitana de Goiânia (RMG), as temperaturas devem oscilar entre 34°C e 36°C nas máximas e 12°C a 14°C nas mínimas, com precipitação esperada em torno de 1,65 mm (Rio Verde) a 3,05 mm (Goiânia).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 2 — 18 a 27 de agosto (10 dias):&lt;/strong&gt; o bloqueio atmosférico perde força e o estado passa a apresentar "duas previsões" distintas. Na RMG, o tempo segue predominantemente seco e estável, com volumes de chuva próximos à média histórica. Já na porção sul do estado, sobretudo em Rio Verde e Jataí, aumenta a probabilidade de pancadas de chuva isoladas, principalmente entre os dias 18 e 20 de agosto, favorecidas por um aumento temporário da instabilidade atmosférica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fase 3 — 28 de agosto a 3 de setembro (7 dias):&lt;/strong&gt; a chuva deve voltar a ficar dentro da média climatológica em praticamente todo o estado, mas o calor permanece: as anomalias de temperatura seguem positivas, mantendo o cenário de calor persistente também nas semanas seguintes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre o boletim&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão subsazonal é um dos produtos operacionais do CEMPA-Cerrado, elaborado com base no monitoramento de condições oceânicas e atmosféricas globais e sua relação com o comportamento climático regional. O documento completo, com mapas e ilustrações detalhadas de cada fase do período, está disponível no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_subsazonal_cempa_06082026.pdf"&gt;Portal CEMPA&lt;/a&gt;. Este boletim é elaborado no âmbito do convênio com a SECTI, Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 17:32:55 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203350-cempa-cerrado-divulga-boletim-subsazonal-com-alerta-para-calor-extremo-e-risco-de-queimadas-em-goias-ate-setembro</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Auge da seca em Goiás: CEMPA-Cerrado prevê veranicos, calor acima da média e atuação do El Niño </title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Bloqueio" title="Bloqueio" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-07-24_a%CC%80s_18.14.30.png?1784931303" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Boletim subsazonal, com horizonte até 24 de agosto, e boletim sazonal, para o trimestre agosto-setembro-outubro, indicam predomínio de sol, baixa umidade e temperaturas elevadas na Região Metropolitana de Goiânia, além de sinalizar possível atraso no início da estação chuvosa.&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado), vinculado à Universidade Federal de Goiás (UFG), divulgou nesta sexta-feira (24/07) seus boletins subsazonal e sazonal, resultado de parceria com a SECTI-GO, com as projeções climáticas para o estado de Goiás nas próximas semanas e meses. Os documentos confirmam a permanência do período mais seco do ano na Região Metropolitana de Goiânia (RMG) e apontam a rápida consolidação de um episódio de El Niño, com probabilidade de atuação superior a 95% entre agosto e outubro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Captura_de_Tela_2026-07-24_a%CC%80s_18.14.30.png" alt="Bloqueio" width="1100" height="596" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Bloqueio atmosférico mantém tempo firme até 24 de agosto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o boletim subsazonal, que cobre o período de 24 de julho a 24 de agosto, a atuação de um centro de alta pressão sobre o Brasil central  deverá sustentar um bloqueio atmosférico que influencia a RMG, inibindo a formação de nuvens de chuva (vide figura). O resultado é um padrão de tempo predominantemente estável, com predomínio de sol, baixa probabilidade de precipitação e ocorrência de veranico (períodos prolongados sem chuva e altas temperaturas mesmo dentro do inverno).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As projeções indicam tendência de elevação das temperaturas ao longo de agosto, entre 1°C e 2°C acima da média climatológica. Apesar do calor, a atuação esporádica de massas de ar frio e o esfriamento radiativo deverão garantir madrugadas relativamente mais amenas em alguns dias, ampliando a amplitude térmica diária, uma das marcas do inverno goiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O mês foi detalhado em duas quinzenas:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;1) 24 de julho a 7 de agosto:&lt;/strong&gt; fase considerada como uma das mais secas do ano no estado; temperaturas máximas podem atingir até 36°C na RMG, com umidade relativa mínima entre 15% e 25% durante as tardes, elevando o desconforto térmico; em Goiânia, as máximas devem oscilar entre 33°C e 36°C e as mínimas entre 11°C e 16°C, com média climatológica de precipitação de apenas 1,3 mm para o período.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;2) 8 a 24 de agosto:&lt;/strong&gt; manutenção do padrão atmosférico estável, com ausência de chuvas associada à ocorrência de veranicos; as temperaturas seguem em tendência de alta, com máximas de até 36°C, e a umidade relativa pode chegar a mínimas de 15% a 25%; a média climatológica de precipitação para a faixa é de 5,9 mm em Goiânia, e a previsão para os municípios do estado é de tempo firme, com baixa probabilidade de chuva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;El Niño se consolida rapidamente rumo ao segundo semestre&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A previsão sazonal, referente ao trimestre agosto-setembro-outubro (ASO), traz como destaque central a rápida consolidação de um episódio de El Niño, com probabilidade superior a 95% já no ASO e aumento expressivo da chance de um evento muito forte a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (SON), quando as probabilidades ultrapassam 75% entre outubro-novembro-dezembro e novembro-dezembro-janeiro. A partir de janeiro-fevereiro-março, os modelos indicam possível enfraquecimento gradual do fenômeno, embora ele permaneça como fase dominante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o Brasil Central, incluindo Goiás, um El Niño de intensidade forte a muito forte tende a favorecer temperaturas acima da média — especialmente entre o fim da primavera e o início do verão — e a aumentar a probabilidade de atraso no início da estação chuvosa, particularmente na RMG.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mês a mês, o boletim detalha:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Agosto:&lt;/strong&gt; auge da estação seca em Goiás, com longos períodos sem chuva e predomínio de sol. A precipitação média climatológica em Goiânia é de cerca de 9,4 mm no mês, segundo a Normal Climatológica do INMET. Os modelos indicam entre 70% e 90% (localmente acima de 90%) de probabilidade de temperaturas acima da média em praticamente todo o território goiano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Setembro:&lt;/strong&gt; chuvas devem ficar próximas da média na maior parte do estado, com sinal de início da transição para a estação chuvosa nas regiões sul e sudoeste, onde a probabilidade de precipitação acima da média chega a cerca de 60%. A distribuição das chuvas, porém, ainda deve ser irregular. Temperaturas seguem com 70% a 90% de probabilidade de ficarem acima da média.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outubro:&lt;/strong&gt; mês que marca, historicamente, o estabelecimento da estação chuvosa no Brasil Central, mas a distribuição das chuvas deve seguir irregular, com tendência de acumulados acima da média concentrada no sul e sudoeste do estado. A probabilidade de temperaturas acima da média permanece entre 70% e 90% em quase todo o território.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o trimestre ASO como um todo, o CEMPA-Cerrado projeta chuvas predominantemente irregulares que poderão ser próximas da média climatológica, com leve tendência de volumes acima do normal no sul e sudoeste goiano, e entre 70% e 80% de probabilidade de temperaturas acima da média em praticamente todo o estado, cenário compatível com a evolução de um El Niño forte ao longo do período.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sobre os boletins&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os boletins de previsão subsazonal e sazonal do CEMPA-Cerrado são produtos técnicos de apoio à gestão de riscos climáticos, voltados à análise das condições de tempo e clima para Goiás e áreas adjacentes em escalas de semanas a meses. O boletim subsazonal é emitido quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, com horizonte de até quatro semanas; o sazonal é divulgado mensalmente, projetando as tendências para o trimestre seguinte. Ambos integram modelos climáticos globais, dados observacionais e análise técnica especializada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O boletim completo pode ser consultado no &lt;a href="https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Boletim_mensal_subsazonal_sazonal_cempa_23072026_final_do_mes.pdf"&gt;Portal CEMPA-Cerrado&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
      <pubDate>Fri, 24 Jul 2026 19:23:31 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/203031-auge-da-seca-em-goias-cempa-cerrado-preve-veranicos-calor-acima-da-media-e-atuacao-do-el-nino</link>
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    </item>
    <item>
      <title>Boletim Climático Mensal - Junho de 2026 - Cronologia de eventos meteorológicos no período</title>
      <description>&lt;img width="200" alt="Imagem Junho 2026" title="Imagem Junho 2026" src="http://cempa.ufg.brhttps://files.cercomp.ufg.br/weby/up/1320/o/Screenshot_from_2026-07-04_08-30-11.png?1783164696" /&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Principais informações meteorológicas para junho em Goiás. Nota técnica.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br/&gt;&lt;div class="qMYqUG_convSearchResultHighlightRoot"&gt;
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&lt;section class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none has-data-writing-block:pointer-events-none [&amp;amp;:has([data-writing-block])&amp;gt;*]:pointer-events-auto R6Vx5W_threadScrollVars scroll-mb-[calc(var(--scroll-root-safe-area-inset-bottom,0px)+var(--thread-response-height))] scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" data-turn-id="request-6a3e73bd-2c24-83e9-bebc-f7f879e6fb9b-16" data-turn-id-container="request-6a3e73bd-2c24-83e9-bebc-f7f879e6fb9b-16" data-testid="conversation-turn-64" data-turn="assistant"&gt;
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&lt;p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="0" data-end="561"&gt;Junho de 2026 foi marcado pelo estabelecimento das características típicas da estação seca em Goiás, embora alguns episódios de chuva tenham interrompido temporariamente esse padrão ao longo do mês. O período foi caracterizado pelo predomínio de massas de ar seco, alternadas com a passagem de frentes frias, áreas de instabilidade e incursões de ar frio. Além disso, observou-se uma redução gradual da umidade relativa do ar e um aumento da diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde, características comuns do início do inverno no Brasil Central.&lt;span aria-hidden="true" class="PDq2pG_selectionAnchor"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="563" data-end="1008"&gt;Entre os dias 1º e 10 de junho, predominou o tempo firme em praticamente todo o estado, com pouca nebulosidade e ausência de chuva. As manhãs apresentaram temperaturas amenas, enquanto as tardes ficaram gradualmente mais quentes, favorecendo grandes variações de temperatura ao longo do dia. A umidade relativa do ar também começou a diminuir, principalmente nas regiões oeste, sudoeste e sul de Goiás, consolidando o início do período seco.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1010" data-end="1304"&gt;Entre os dias 11 e 15 de junho, houve uma mudança importante nas condições do tempo. A combinação de diferentes sistemas atmosféricos favoreceu o aumento da umidade e da instabilidade sobre o Centro-Oeste brasileiro, resultando em pancadas de chuva e tempestades em várias regiões de Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;p class="" data-start="1306" data-end="1793"&gt;As chuvas atingiram a Região Metropolitana de Goiânia, o entorno do Distrito Federal, além das regiões Sul, Sudoeste, Leste e parte da região Central do estado. Embora as precipitações tenham ocorrido de forma irregular, alguns municípios registraram volumes expressivos. O episódio mais intenso aconteceu entre a noite do dia 14 e a madrugada do dia 15 de junho, quando fortes tempestades, acompanhadas por rajadas de vento, muitos raios e chuva intensa, atingiram diversas localidades.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="1795" data-end="2195"&gt;Em Goiânia, a estação convencional do INMET registrou 47,4 mm de chuva em poucas horas, enquanto a estação automática acumulou 43,6 mm, evidenciando a intensidade do evento. O volume registrado na estação convencional foi o maior para o mês de junho desde 1988. Também houve chuvas significativas em municípios do entorno do Distrito Federal, mostrando a abrangência do sistema meteorológico.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2197" data-end="2453"&gt;Nas regiões Sul e Sudoeste de Goiás, as tempestades provocaram rajadas de vento muito fortes, causando danos em lavouras, especialmente de milho e cana-de-açúcar. O ambiente atmosférico favorável também resultou em grande quantidade de descargas elétricas.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2455" data-end="2845"&gt;No dia 14 de junho, os maiores registros de raios ocorreram em Rio Verde (2.949 descargas), Caiapônia (2.351) e Mineiros (2.144). Outros municípios que também se destacaram foram Serranópolis, Quirinópolis, Chapadão do Céu, Santa Helena de Goiás, Santa Rita do Araguaia e Paraúna. A elevada incidência de raios confirma a intensidade das tempestades que atingiram essas regiões.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="2847" data-end="3094"&gt;Entre os dias 16 e 22 de junho, o tempo voltou a ficar estável com a atuação de uma nova massa de ar seco. Predominaram dias ensolarados, baixa umidade relativa do ar durante as tardes e temperaturas mais baixas durante as madrugadas e manhãs.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3096" data-end="3460"&gt;Já entre os dias 23 e 25 de junho, a aproximação de uma frente fria voltou a favorecer o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas isoladas, principalmente nas regiões Sul, Leste, entorno do Distrito Federal e parte da região Central do estado. Apesar disso, os acumulados foram baixos e não alteraram significativamente o padrão típico da estação seca.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3462" data-end="3852"&gt;Nos últimos dias do mês, entre 26 e 30 de junho, o tempo firme voltou a predominar em Goiás. Houve predomínio de sol, baixos índices de umidade relativa do ar e grande amplitude térmica. Nos dias 29 e 30, a chegada de uma nova massa de ar frio provocou aumento temporário da nebulosidade, ventos mais intensos e queda das temperaturas mínimas, principalmente nas regiões Sul e Sudoeste.&lt;/p&gt;
&lt;p data-start="3854" data-end="4616" data-is-last-node="" data-is-only-node=""&gt;Em resumo, junho de 2026 foi marcado pela consolidação da estação seca em Goiás, interrompida por episódios importantes de chuva entre os dias 11 e 15 e, posteriormente, entre os dias 23 e 25. O principal destaque ocorreu entre a noite do dia 14 e a madrugada do dia 15, quando fortes tempestades provocaram chuvas intensas, rajadas de vento e grande quantidade de raios em diversas regiões do estado. O acumulado superior a 40 mm registrado em Goiânia representou o maior volume para o mês de junho desde 1988. Após esses eventos, o tempo seco voltou a predominar, acompanhado pela redução da umidade relativa do ar, temperaturas mais baixas nas manhãs e aumento do risco de queimadas e piora da qualidade do ar, características típicas do inverno em Goiás.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
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&lt;/section&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
      <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 08:14:33 -0300</pubDate>
      <link>https://cempa.ufg.br/n/202532-boletim-climatico-mensal-junho-de-2026-cronologia-de-eventos-meteorologicos-no-periodo</link>
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