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Meia Ponte

CEMPA-Cerrado apoia a 4ª Expedição Científica do Rio Meia Ponte com boletins meteorológicos diários

Centro fornecerá previsões de tempo personalizadas durante os três dias da iniciativa, que reúne pesquisa, educação ambiental e mobilização social pela recuperação do principal rio de Goiânia.

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O Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (CEMPA-Cerrado) participará da 4ª Expedição Científica do Rio Meia Ponte, promovida pela Câmara Municipal de Goiânia, entre os dias 17 e 19 de março. A contribuição do Centro será a produção de boletins meteorológicos diários elaborados especificamente para apoiar as atividades de campo da expedição, oferecendo informações precisas sobre condições de tempo, precipitação e temperatura na área de abrangência do evento. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET/Goiás), outro parceiro da Expedição, colabora com o CEMPA nesta ação, por meio da atuação da meteorologista Elizabete Alves Ferreira.

A iniciativa reforça o papel do CEMPA-Cerrado como referência regional em previsão ambiental e sua atuação em parceria com a sociedade civil e o poder público. O uso dos modelos de previsão do Centro — com resolução espacial de até 1 km para a Região Metropolitana de Goiânia — permitirá que pesquisadores, técnicos e voluntários em campo tomem decisões mais seguras e bem fundamentadas ao longo dos três dias de atividades.

"O CEMPA-Cerrado tem como missão transformar o clima em um aliado para o desenvolvimento sustentável de Goiás. Apoiar uma expedição científica focada na saúde hídrica do Cerrado é exatamente o tipo de contribuição que queremos oferecer à sociedade", explica o Diretor Executivo do CEMPA-Cerrado, o professor Manuel Eduardo Ferreira.

Sobre a Expedição Rio Meia Ponte
Coordenada pelo mandato da vereadora Kátia Maria (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Goiânia, a expedição integra o projeto "Abrace o Meia Ponte" e tem como objetivo ampliar o conhecimento científico sobre o principal rio que corta a capital goiana, além de promover ações de educação ambiental e mobilização comunitária.

Ao longo dos três dias, dezenas de instituições participarão das atividades de campo no leito do rio e em afluentes, como o ribeirão Anicuns e o córrego Botafogo. Entre as ações previstas, estão coleta e análise de água em nove pontos, levantamentos sobre erosão, estudos de mata ciliar em áreas de preservação permanente, medições de vazão, plantio de mudas nativas do Cerrado e atividades de educação ambiental voltadas a estudantes e moradores das regiões próximas ao rio.

Em edições anteriores, a expedição identificou 31 pontos de assoreamento, retirou mais de 380 toneladas de resíduos do rio e distribuiu mais de 3.600 mudas nativas. Mais de 5 mil participantes passaram pelas tendas ambientais, com a colaboração de 470 voluntários e representantes de universidades, como UFG, IFG, UEG e PUC Goiás.

Ciência a serviço dos recursos hídricos do Cerrado
A participação do CEMPA-Cerrado na expedição ilustra a vocação do Centro em articular ciência, monitoramento ambiental e apoio a políticas públicas. Com modelos numéricos rodando continuamente para o estado de Goiás e para a Região Metropolitana de Goiânia, o Centro está posicionado para oferecer suporte técnico a iniciativas como essa, onde a precisão das informações meteorológicas pode fazer diferença direta nas atividades de campo.

As previsões elaboradas pelo CEMPA-Cerrado utilizam, entre outros, o sistema de modelagem BRAMS (Brazilian Developments on the Regional Atmospheric Modeling System), desenvolvido pelo INPE, com resolução horizontal de 2 quilômetros para a Grande Goiânia. Os boletins diários produzidos para a expedição estarão disponíveis para as equipes participantes durante todo o período do evento.

Categorias: Institucional meteorologia Monitoramento Parcerias