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CEMPA-Cerrado leva ao XXV EPGMET a experiência de transformar conhecimento meteorológico em soluções para o Cerrado

Em edição que celebra 25 anos, o principal encontro de pós-graduandos em Meteorologia do país teve palestras de meteorologistas do CEMPA-Cerrado e contribuições de pesquisadores do centro nas áreas de modelagem numérica e inteligência artificial

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O CEMPA-Cerrado — Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado — esteve presente no XXV EPGMET, o Encontro dos Alunos de Pós-Graduação em Meteorologia, que aconteceu de 6 a 9 de outubro no CPTEC/INPE, em Cachoeira Paulista (SP). Na edição que celebra os 25 anos do evento, o Prof. Manuel Eduardo Ferreira, diretor-executivo do CEMPA participou da mesa de abertura do evento, e o centro apresentou à comunidade científica sua trajetória e sua forma de trabalhar: usar a ciência meteorológica para responder a problemas concretos do bioma Cerrado.

Uma palestra sobre o Cerrado

Na quarta-feira (7), o Prof. Angel Domínguez Chovert, meteorologista do CEMPA, ministrou a palestra "CEMPA-Cerrado: transformando conhecimento meteorológico em soluções para o Cerrado". A fala apresentou a atuação do centro, que une pesquisa em tempo e clima, desenvolvimento de sistemas de modelagem e geração de produtos de monitoramento e previsão para um bioma que concentra desafios como queimadas, qualidade do ar e variabilidade das chuvas.

A presença na programação principal do evento, ao lado de pesquisadores de instituições de referência, mostra o espaço que o CEMPA-Cerrado vem ocupando no debate nacional sobre meteorologia aplicada.

Modelagem numérica e inteligência artificial

Já na terça-feira (6), a programação teve pesquisadores ligados ao CEMPA em temas centrais para o futuro da previsão. O Dr. Saulo Freitas abriu o ciclo de palestras com "A emergência climática e o imperativo de avançar na modelagem numérica do clima". Na sequência, o pesquisador Otavio Feitosa apresentou o trabalho "3DEnVar global no MONAN-Model 1.4.4 com covariâncias flow-dependent de um emulador neural: 120 ciclos horários estáveis a 30 km global", que combina assimilação de dados e inteligência artificial em um dos sistemas de modelagem acompanhados pelo CEMPA.

Em linguagem simples: a previsão do tempo parte de um retrato inicial da atmosfera, e quanto melhor esse retrato, melhor a previsão. A assimilação de dados é a técnica que ajusta o retrato do modelo às observações reais, e o uso de emuladores de IA busca tornar esse ajuste mais preciso sem exigir um custo computacional proibitivo.

Um encontro que celebra 25 anos

O EPGMET é organizado por e para os estudantes de pós-graduação em Meteorologia e reúne, a cada edição, palestras, minicursos, sessões de pôsteres e apresentações orais. A programação de 2026 inclui ainda temas como sistemas convectivos de mesoescala, descargas atmosféricas, a missão CBERS-5, interação oceano-atmosfera e paleoclimas, além de uma mesa-redonda, na sexta-feira (9), sobre os 25 anos de história do encontro.

Para o CEMPA, participar do EPGMET é também uma forma de dialogar com a nova geração de meteorologistas e de fortalecer a cooperação com o INPE, uma das instituições que compõem a governança do centro, ao lado da UFG e da SECTI-GO.

Categorias: meteorologia eventos